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AFPESP reivindica descongelamento dos salários dos servidores federais em 2024
Artur Marques, presidente da Associação dos Funcionários Públicos do Estado de São Paulo (AFPESP), defendeu a revisão da decisão do Governo Federal de não conceder reajustes salariais aos servidores em 2024, anunciada pelo secretário do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, José Lopez Feijóo, na última reunião em 2023 da Mesa Nacional de Negociação Permanente (MNNP).
“A contrapartida oferecida, de aumento de 51,06% dos valores referentes a benefícios, como auxílio-alimentação, complementação dos planos de saúde e vale-creche, está longe de compensar o congelamento”, frisou.
A inflação acumulada deste ano, estimada em cerca de 4,5%, já consumiu metade da atualização salarial concedida em abril último pelo governo, de 9%, observou Artur Marques.
“Além disso, esse último reajuste foi antecedido por um longo período de congelamento dos vencimentos. Nos últimos anos, o poder de compra do funcionalismo e dos aposentados da União, assim como de vários estados, tem sido corroído de modo expressivo”.
Para o presidente da AFPESP, “é lamentável que os governantes, independentemente da tendência ideológico-partidária, sempre acabem jogando nas costas dos servidores os ônus de ajustes fiscais”. Contudo, não se pode impor a esses trabalhadores, que prestam relevantes serviços à sociedade, dificuldades crescentes provocadas pela redução real do valor dos seus salários.
“As contas de luz, alimentação, assistência médica, remédios, transportes, aluguéis e outras despesas essenciais aumentam sistematicamente, e isso pesa cada vez mais sobre a qualidade da vida do funcionalismo”, pondera, enfatizando: “Setenta por cento dessas pessoas recebem mensalmente até cinco mil reais, segundo estudo do Instituto República Org”.
Artur Marques considerou positiva a reinstalação da MNNP este ano, “pois o diálogo é a essência de toda negociação no mundo democrático”. Entretanto, “o fórum não pode ser um espaço no qual o governo apenas comunica suas decisões, como ocorreu na última reunião de 2023”, concluiu.