O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) determinou a cassação do mandato do vereador Cabo Deyvison (PL), da Câmara Municipal de Mossoró, por infidelidade partidária em decisão unânime do Plenário.
A Ação, ajuizada pelo MDB, apontava a desfiliação sem justa causa ou a infração às regras partidárias que justificassem a perda do cargo eletivo proporcional. O julgamento havia sido inicialmente suspenso em 22 de setembro, após um pedido de vista, momento em que o placar parcial já registrava três votos pela procedência da acusação.
Retornando à pauta na sessão desta terça-feira, 6, os votos restantes consolidaram o entendimento unânime da Corte pelo afastamento do parlamentar do cargo legislativo municipal, abrindo espaço para os trâmites de recontagem de vagas ou posse de suplentes conforme a legislação eleitoral, embora a defesa ainda possa interpor recursos às instâncias superiores em Brasília.
Nas eleições gerais, os eleitores brasileiros renovaram dois terços do Senado Federal, colocando em disputa 54 das 81 cadeiras da Casa. O pleito foi marcado por forte polarização e intensa atenção pública, impulsionada pelas discussões em torno de investigações e críticas direcionadas a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Como o Senado é a única Casa com competência constitucional para pautar e votar processos de impeachment de ministros da Suprema Corte, pedidos que somavam 109 protocolos travados sob a gestão anterior de Davi Alcolumbre , a composição da nova legislatura ganhou peso estratégico nacional.
O resultado consolidou o avanço expressivo da direita nas urnas, redefinindo o mapa de forças políticas pelo país:
Sudeste: O PL destacou-se ao conquistar quatro das oito vagas em disputa, garantindo dobradinha no Rio de Janeiro, uma em São Paulo e outra em Minas Gerais. O PT elegeu Marília Campos em solo mineiro.
Nordeste: O PT assegurou 5 das 18 vagas em disputa na região, vencendo as duas na Bahia, uma em Pernambuco, uma no Rio Grande do Norte e outra em Sergipe. Os demais assentos dividiram-se entre a direita, o centrão e partidos de centro-esquerda.
Norte: O PL levou 5 senadores, incluindo dobradinha em Rondônia, enquanto o MDB de Helder Barbalho garantiu espaço no Pará com apoio petista. Em Alagoas, a disputa marcou a derrota de Renan Calheiros após 32 anos de mandato, superado por Marina Jhc e Arthur Lira.
Centro-Oeste e Sul: O PT não conseguiu eleger nenhum senador nos estados dessas regiões. O PL e forças de direita dominaram as vagas em disputa, incluindo a eleição de Michelle Bolsonaro no Distrito Federal e fôlego expressivo em estados como Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Norte.
No cenário do RN, a disputa pelas cadeiras no Senado resultou na reeleição do senador Styvenson Valentim (Podemos) e na vitória de Samanda (PT), desenhando uma representação dividida entre o perfil independente/oposicionista e a base governista federal.
Com o término da apuração, o Senado passa a contar com uma forte renovação: 40 das 54 cadeiras em disputa serão ocupadas por novatos, enquanto 14 senadores conseguiram a reeleição para mandatos de oito anos.
No balanço partidário geral, o PL consolidou-se disparado como a maior bancada, acumulando 28 cadeiras no total. O MDB garantiu a segunda maior força com 8 assentos, seguido pelo PT com 9 senadores, enquanto o PSD registrou a maior retração, despencando de 13 para 5 parlamentares. Essa nova correlação de forças torna altamente provável a eleição de um comando alinhado à direita para a presidência da Casa, alterando o tom das sabatinas de indicados ao STF, o controle do endividamento fiscal e a análise de eventuais pedidos de impeachment.
VETERANOS E NOVATOS: COMO FICA O SENADO?
Os novos parlamentares terão mandato de 8 anos e se juntarão aos 27 senadores eleitos em 2022, cujos mandatos continuam até 2030. Ao todo, 40 das 54 vagas serão ocupadas por novos nomes, enquanto 14 senadores se reelegeram.
Com 19 senadores eleitos neste domingo, o PL fica como o maior partido disparado, totalizando 28 cadeiras — somando com os eleitos em 2022 que continuam na Casa por mais 4 anos.
O MDB elegeu 7 senadores e garantiu a segunda maior força, com 8 cadeiras no total;
O PT elegeu 6 nomes e manteve sua bancada com 9 senadores no total;
O PSD foi o principal derrotado, encolhendo drasticamente e despencando de 13 para apenas 5 senadores.
Os cidadãos brasileiros definiram nas urnas os 513 deputados federais que assumirão assentos na Câmara a partir de fevereiro de 2027. O preenchimento das vagas segue o critério proporcional à população de cada unidade da federação.
Enquanto estados populosos como São Paulo elegem 70 representantes, o Rio Grande do Norte elege 8 deputados federais, sendo que 4 foram reeleitos e três novatos, refletindo o dinamismo e as novidades na representação política no estado.
Natália Bonavides (PT): 215.509 votos (reeleita)
Nina Souza (PL): 185.248 votos
Benes Leocádio (União): 171.396 votos (reeleito)
Sargento Gonçalves (PL): 154.073 votos (reeleito)
General Girão (PL): 133.258 votos (reeleito)
Dr. Bernardo (PV): 130.835 votos
João Maia (PP): 123.040 votos (reeleito)
Thabatta Pimenta (PV): 92.743 votos
Na disputa legislativa, a contagem de votos opera com foco na legenda partidária. As siglas acumulam os votos nominais e de legenda, puxando os candidatos mais votados em cada estado de acordo com o total de cadeiras conquistadas.
Essa engrenagem frequentemente gera debates sobre a dinâmica do sistema proporcional, onde o desempenho global de um partido pode influenciar a eleição de nomes específicos.
Entre os grandes movimentos nacionais, o PL destacou-se ao formar a maior bancada, concentrando candidaturas com votações expressivas que quebraram marcas históricas anteriores.
Nikolas Ferreira (PL-MG) - 27,20% dos votos do estado: 3.119.161
Lucas Pavanato (PL-SP) - 12,82% dos votos do estado: 3.038.438
Erika Hilton (PSOL - SP) - 6,73% dos votos do estado: 1.596.472
André Fernandes (PL - CE) - 12,40% dos votos do estado: 684.372
Julia Zanatta (PL-SC) - 13,15% dos votos do estado: 560.223
Paralelamente, o PT consolidou-se na segunda posição em tamanho de bancada, evidenciando a continuidade de um panorama político polarizado, seguido por outras grandes forças partidárias como União, PP, PSD, Republicanos, MDB, Podemos, PSB e PCdoB.
Os parlamentares eleitos terão mandatos de quatro anos com início em fevereiro de 2027, tendo como missões centrais a representação popular, a elaboração de leis, a fiscalização do Poder Executivo e a prerrogativa de deliberar sobre processos de impeachment presidencial conforme os critérios constitucionais.
No âmbito institucional, a primeira grande articulação da nova legislatura ocorrerá na escolha da presidência da Casa, um cargo com influência decisiva sobre a tramitação e priorização da agenda legislativa.
Qual será o sentimento do eleitor do Rio Grande do Norte em relação às pesquisas que serão divulgadas ao longo do segundo turno? A dúvida que ecoa nos bastidores políticos é se a população voltará a creditar credibilidade a esses números, frequentemente tratados como o espelho exato do momento, ou se optará, mais uma vez, por dar uma resposta contundente nas urnas, tal como aconteceu no primeiro turno.
O modelo tradicional de pesquisas e, principalmente, a forma como as perguntas são formuladas acabam gerando distorções. Muitas vezes, a estrutura do questionário induz o eleitor a uma resposta direcionada, cujos reflexos na apuração oficial acabam se mostrando completamente distintos.
Ficou evidente no primeiro turno que os números apresentados por diversos institutos passaram longe de refletir o sentimento real das ruas, parecendo atender muito mais aos interesses de determinados candidatos.
O que se observou foi uma verdadeira enxurrada de levantamentos cujo objetivo principal parecia ser o de moldar a opinião pública e induzir o voto. Uma estratégia que, na prática, acabou esbarrando na resistência das urnas.
A lição que fica é clara: não se trata de duvidar de que existam números legítimos, mas sim de questionar quem os traz e com que finalidade. Da mesma forma, dar crédito excessivo aos cenários projetados na modalidade estimulada perde sentido quando se compreende a dinâmica real do pleito no Brasil, que é essencialmente espontânea.
Para ilustrar na prática, a urna eletrônica não funciona como a tela de um celular onde o eleitor navega rolando páginas até encontrar o seu candidato preferido. Na hora H, ou o cidadão lembra o número do seu escolhido, ou precisará recorrer à ajuda dos mesários, que apenas exibem a relação oficial de nomes e números afixada na parede, e nada mais.
No fim do dia, o que vale não é a engenharia de gabinetes ou a bolha das pesquisas, mas a lucidez soberana do voto na cabine.
Se a célebre frase da ex-presidente Dilma Rousseff — "Não acho que quem ganhar ou quem perder, nem quem ganhar nem perder, vai ganhar ou perder. Vai todo mundo perder" parecia um enigma, o pleito deste domingo (4) no Rio Grande do Norte encarregou-se de dar-lhe sentido prático, embora com um destinatário muito claro.
A eleição no primeiro turno deste domingo, 4, serviu para desmascarar discursos triunfalistas, a começar pelo projeto político do ex-prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra.
Durante toda a campanha, o gestor repetiu à exaustão que havia sido reeleito prefeito de Mossoró com 78% dos votos. Factualmente, não mentia. O erro estratégico estava na tentativa de induzir o eleitorado a acreditar que essa porcentagem se repetiria de forma automática em seu novo projeto político para chegar ao Governo do Estado.
A resposta veio das urnas, impulsionada pelo eleitorado mossoroense, especialmente por aqueles que amargaram a oposição, sentiram o peso da perseguição e foram às urnas dar o troco. Ao fim da apuração, Allyson obteve 56,15% dos votos, em Mossoró, consolidando um cenário que na política se resume ao ditado: além da queda, o coice.
O tropeço no próprio quintal e o fiasco dos aliados
A derrocada da estratégia ficou evidente no próprio colégio eleitoral de Mossoró. Allyson fracassou na missão de eleger sua candidata ao Senado, Zenaide Maia, que despencou para a quarta colocação no município.
O efeito dominó da rejeição se estendeu aos candidatos a deputado federal. Mesmo contando com a estrutura de peso e o apoio do prefeito de Mossoró, Marcos Medeiros, o "Matonho", além de uma tropa de vereadores aliados, nomes como Benes Leocádio e João Maia viram seus planos derraparem na cidade.
A estrutura não foi suficiente para contornar a vontade popular. Ambos ficaram amargamente nas quinta e sexta colocações, superados por nomes como Cabo Deyvison, Natália Bonavides, Marleide Cunha e Dr. Bernardo.
Na disputa para a Assembleia Legislativa, a candidata de Allyson, era sua esposa, assim como a se grupo, que precisou colar sua imagem "Cinthia de Allyson" para tentar tracionar votos, contou com a estrutura faraônica e o engajamento do prefeito "Matonho".
Embora tenha ficado em primeiro lugar em Mossoró com 32.437 votos, o resultado ficou muito abaixo dos estardalhaçados 50 mil votos que a cúpula governista jurava que a "mulher do homem" alcançaria isoladamente no município. Mais uma vez: além da queda, o coice.
O fenômeno Cabo Deyvison e o recado das urnas
Um dos dados mais sintomáticos e constrangedores para a engenharia política de Allyson Bezerra na capital do Oeste diz respeito à comparação de votos. Enquanto o prefeito obteve 82.286 votos em Mossoró, o Cabo Deyvison, contando com estrutura enxuta e sem o apoio de um único vereador, arrancou expressivos 54.707 votos no município.
A desproporção escancara o tamanho do desgaste e o divórcio entre o andar de cima da política local e o sentimento real das ruas.
No fim das contas, para quem alardeava uma vitória acachapante ainda no primeiro turno, o resultado revelou que a fatura cobrada pelas urnas foi implacável.
No Rio Grande do Norte e em Mossoró, a lição que fica é a de que a soberania popular não se rende a gabinetes, a empáfia, e quem tenta impor narrativas acaba provando do próprio veneno: além da queda, o coice.
E o que tem a frase de Dilma com isso? Quase todos que estavam com Allyson perderam, seja a reeleição ou votos. Inclusive ele.
As urnas de Tibau deram um recado estrondoso e fulminante nas eleições deste domingo (4), impondo uma derrota histórica ao grupo político liderado pela prefeita, aliás, gestôra Lidiane Marques e pelo ex-prefeito Naldinho.
A fatura cobrada pelo eleitorado local foi pesada, refletindo o descontentamento popular com os rumos da gestão municipal.
A começar pela disputa ao Senado, os candidatos apoiados pela máquina da prefeita e do ex-prefeito (Zenaide Maia e Tércio Tinôco), levaram uma verdadeira surra nas urnas tibauenses.
Enquanto o grupo governista apostou suas fichas nesses nomes, a oposição atropelou a aliança oficial e consagrou a vitória de Styvenson Valentim, que liderou a disputa com 3.345 votos, seguido por Coronel Hélio (PL) na segunda colocação com 1.999 votos.
Os apadrinhados da gestôra amargaram posições distantes: Zenaide Maia ficou apenas em 3º lugar, com 1.795 votos, e Tércio Tinôco despencou para a 6ª e última posição, registrando minguados 1.164 votos.
Mas o golpe emblemático da noite também recaiu sobre a disputa federal. O candidato Robinson Faria despencou em Tibau, registrando uma votação pífia de apenas 448 votos.
O ex-governador e candidato à reeleição ficou amargamente atrás de nomes como Cabo Deyvison, que arrancou 2.426 votos no município, e até mesmo de Dr. Bernardo, que obteve 519 votos.
Na prática, o revés sofrido por Robinson, de Lidiane e de Naldinho, escancara que a gestôra e o ex contribuíram para Robinson perder o mandato na Câmara Federal.
O recado das urnas em Tibau entra para a história local como a prova cabal de que a força da máquina pública não se sustenta diante da vontade soberana de um povo que sabe cobrar nas urnas
Consagrado nas urnas como deputado estadual com expressivos 49.038 votos, o ex-prefeito Bibiano (MDB) demonstrou uma impressionante capilaridade política em todo o território potiguar no pleito deste domingo, 4.
O mapa de votação oficial revelou que o candidato obteve votos em 165 dos 167 municípios do estado, confirmando o acerto de uma campanha fincada no diálogo direto com a população, no respeito às raízes e na força do trabalho prestado ao longo de sua vida pública.
O desempenho de Bibiano teve como grandes pilares os seus principais redutos eleitorais e a forte penetração em polos estratégicos do interior. Em Mossoró, o candidato registrou uma votação histórica de 14.292 votos, consolidando-se como uma liderança de peso na segunda maior cidade do estado.
Na sua querida Serra do Mel, cidade onde construiu sua história política e administrou por quatro mandatos, Bibiano reafirmou seu absoluto prestígio popular com 6.641 votos.
Terra natal de Bibiano, Caraúbas teve um papel de destaque na construção dessa vitória. A população caraubense respondeu com 1.891 votos de confiança e carinho ao filho da terra, que nunca esqueceu suas origens e levou o nome do município com orgulho para todo o estado.
A força da campanha também se fez notar com muita intensidade em toda a região da Costa Branca e Vale do Açu. Em Areia Branca, Bibiano obteve uma marca expressiva de 3.857 votos. Outros destaques expressivos da região litoral e salineira foram Porto do Mangue, com 1.369 votos, Carnaubais, com 1.108 votos, além de Grossos (509 votos), Upanema (482 votos), Apodi (487 votos) e Macau (479 votos).
Na capital do estado, Natal, o respaldo à candidatura se refletiu em 3.147 votos, demonstrando que a mensagem de renovação e seriedade de Bibiano também ecoou com força na Região Metropolitana, onde somou apoios fundamentais como os de Parnamirim (807 votos) e São Gonçalo do Amarante (571 votos).
A capilaridade alcançada em 165 cidades corrobora o sentimento de que o novo deputado estadual será, de fato, a voz firme e presente de cada canto do solo potiguar no Parlamento estadual.
O resultado das urnas no Rio Grande do Norte neste domingo (4) escancarou um abismo profundo entre a leitura dos gabinetes e a realidade das ruas. Mais do que eleger representantes, o eleitor potiguar deu uma verdadeira aula de autonomia política, desmoralizando narrativas encomendadas, desafiando a força de estruturas tradicionais e deixando o que se convencionou chamar de "analistas de plantão" sem resposta.
Ao longo da campanha, e de forma mais intensa na reta final, institutos de pesquisa tentaram impor cenários distorcidos. Levantamentos apontando índices expressivos para determinados nomes, chegando a projetar até 43% para candidaturas como a de Allyson Bezerra, foram requentados e republicados até a véspera do pleito, em clara tentativa de induzir a opinião pública.
No entanto, o resultado nas urnas, inclusive na própria cidade do candidato, Mossoró, provou que a soberania popular não se curva a planilhas infladas. Entre os institutos que atuaram no estado, Quaest e Atlas foram os que mantiveram maior proximidade com a realidade das urnas, enquanto o restante acumulou um divórcio histórico com a vontade popular.
O fim dos "analistas-torcedores"
Outro capítulo à parte que ruiu junto com a apuração foi o papel desempenhado por muitos comentaristas e "analistas" políticos locais. Vestidos com a farda invisível de cabos eleitorais e criados nas cozinhas de campanhas, figuras que se autoproclamavam especialistas passaram o pleito inteiro repetindo narrativas convenientes a seus patrocinadores políticos, operando muito mais como torcedores do que como observadores isentos da realidade. O resultado final da eleição impôs a essa turma um silêncio constrangedor.
O recado direto aos prefeitos e a força da base
As urnas de 4 de outubro também mandaram um recado sem rodeios para muitos prefeitos e lideranças municipais que subestimaram a inteligência do eleitor. Ficou evidente que o voto de opinião e o vínculo construído diretamente com o cidadão, no corpo a corpo, na conversa de porta em porta e no respeito à comunidade, pesaram muito mais do que a máquina pública ou o alinhamento forçado por cúpulas partidárias.
No fim, o eleitor norteriograndense mostrou que quem dita os rumos do estado não são as pesquisas manipuladas, nem os palanques faraônicos, muito menos os analistas de conveniência. A voz soberana veio das urnas, coroando quem fez política de verdade, olho no olho com o povo.
Na política de verdade, aquela que acontece no calçamento da rua, na feira livre e no abraço apertado de quem confia, não há espaço para personagem. O verdadeiro líder é aquele que não precisa fingir que se importa, porque ele já vive a dor, a esperança e a realidade do seu povo. É exatamente esse o retrato de Bibiano (MDB), candidato a deputado estadual e ex-prefeito de Serra do Mel por quatro vezes.
Quando a gente olha para o cenário político do Rio Grande do Norte, fica evidente que o parlamento estadual precisa de nomes que tragam bagagem real de gestão, que saibam o que é administrar uma cidade e que, acima de tudo, saibam parar para ouvir antes de falar. E é aí que Bibiano se destaca como um dos melhores e mais sólidos nomes desta eleição.
Diferente daqueles que só aparecem nas bases quando o calendário eleitoral aperta, a caminhada de Bibiano é construída na base do olho no olho. Ele é uma liderança da Costa Branca que compreende a fundo as necessidades de cada município potiguar porque tem raiz popular. Sabe das dificuldades do produtor rural, do comerciante que acorda cedo na feira, do jovem que busca oportunidade e da mãe de família que precisa de um serviço público descente.
O que diferencia um político comum de um verdadeiro representante é a capacidade de escuta. Bibiano ouve. Da criança ao idoso. E mais do que ouvir, absorve, compreende e transforma essa escuta em projeto de trabalho. É uma liderança que une a experiência administrativa à sensibilidade humana, qualidades raras e indispensáveis para quem pretende ocupar uma cadeira na Assembleia Legislativa.
A reta final desta campanha tem mostrado exatamente isso. Por onde passa o que se vê não é apenas uma maratona de agendas, mas uma onda genuína de adesão popular. O povo reconhece quem é de verdade.
No dia 4 de outubro, a escolha nas urnas não será apenas por um número ou por uma sigla partidária. Será a escolha pela voz de quem realmente entende o chão que pisa. Bibiano chega forte, com a bagagem de quem já provou que sabe fazer, e com o coração aberto para ser, de fato, o representante legítimo do povo potiguar na Assembleia Legislativa.
Que Bibiano voe, ele merece. Mas sem tirar os pés do chão!
O sexto debate que aconteceu nesta terça-feira, 29, entre os candidatos a governador no RN, dessa vez na InterTV Cabugi, fez valer a expressão: trocar seis por meia dúzia. Mudou apenas o cenário e local.
Em nada alterou. Para não faltar com respeito com os candidatos, simplifico dizendo que ladainha foi a mesma. Assim como eu, que gosto de acompanhar o cenário político, talvez muitos perderam um bom tempo de sono.
Após o debate, aqueles mais "chegados" aos candidatos, que se encontram na lista dos beneficiados, dizem que ele venceu o debate, que os demais não têm proposta, e que o eleitor quer ouvir proposta.
Quer não. O eleitor não quer ouvir proposta. Se um dia o eleitor votou pelas propostas, esse tempo passou. E está muito claro isso.
O eleitor, hoje, não sabe se vota no candidato que melhor aparece na enxurrada de pesquisas. Muitas delas estão aí mostrando que são caça-níqueis, e vieram para servir a alguém e manipular a mente do eleitor, ou se vota no candidato que a maioria da mídia (aquela que tem alguns bons motivos para defender) resolveu escancarar que tem lado.
Voltando para o debate: foi seis por meia dúzia. E, caso no RN tenha segundo turno, os que se acusam agora caminham para ficar junto com qualquer um.
E você, eleitor, que berrou, brigou, xingou até a mãe de pantana em defesa deles, vai ter que engolir caladinho a união, com eles se abraçando e declarando juras de amor eterno um ao outro.
Com início previsto para outubro de 2026, o programa Mulheres Mil, do Ministério da Educação (MEC), ofertará 103 vagas gratuitas em cursos de qualificação profissional no estado do Rio Grande do Norte.
As oportunidades reúnem cursos de educação profissional e tecnológica (EPT) e visam promover a inclusão produtiva e a autonomia das mulheres na região.
As qualificações profissionais no estado serão ofertadas pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Confira os cursos e as vagas, todas no município de Macaíba:
Como se inscrever – Para conferir o detalhamento das oportunidades, os requisitos de participação e o processo seletivo, as candidatas devem acessar o Painel de Oportunidades do Pronatec e selecionar o filtro “Mulheres Mil”. Em seguida, precisam escolher o estado e o mês "outubro".
As inscrições e a consulta aos editais de ingresso devem ser realizadas diretamente junto às instituições de ensino ou em seus respectivos canais oficiais.
A reta final da campanha eleitoral no Rio Grande do Norte ganhou um ritmo frenético nos sistemas de registro do Tribunal Superior Eleitoral, mas o que chama a atenção não é apenas o volume de levantamentos, e sim a estratégia por trás do calendário.
Com a regra atual que permite a divulgação apenas cinco dias após o registro, estamos vendo uma verdadeira enxurrada de institutos jogando dados na praça com foco nos três primeiros dias de outubro.
Olhando para os registros recentes, nomes como Seta, Datavero, Exatus, Qualitta, AtlasIntel, Verita e vários outros aparecem em sequência, criando um cenário onde o eleitor é bombardeado por números diários.
Para quem vive o dia a dia da política, é impossível não questionar se o real objetivo é retratar a realidade do momento ou se aproveitar dessa janela exígua para tentar induzir o voto de quem está indeciso na última hora.
Esse modelo atual abre brecha para narrativas fabricadas bem no momento em que o eleitorado está mais sensível. Fica claro que o TSE precisa urgentemente rever essa dinâmica e criar uma resolução muito mais rígida em relação às pesquisas eleitorais no período final das eleições.
O pleito precisa refletir a vontade soberana da população, e não uma guerra de números calculada para moldar artificialmente a opinião pública na véspera da urna.
A campanha de Bibiano para deputado estadual ganha força no Rio Grande do Norte, impulsionada pelo crescimento nas pesquisas e pela mobilização nas ruas. O candidato atingiu a marca de ter bases de apoio e militância ativas em todos os 167 municípios do estado.
O nome dele hoje é sinônimo de esperança e pé no chão, e essa sintonia com o eleitorado fica evidente no abraço caloroso, no sorriso no rosto e na confiança estampada em cada pessoa que vem pra rua demonstrar que está com ele nessa caminhada rumo à Assembleia Legislativa.
A agenda da reta final tem sido intensa. Entre segunda (21) e terça-feira (22), o candidato cumpriu roteiro no interior, passando por Santo Antônio, Lagoa D’Anta, Várzea, Goianinha e Canguaretama. Na sequência, realiza caminhadas na capital, visitando os bairros Mãe Luíza, Neópolis e Vila de Ponta Negra.
A movimentação da semana dá continuidade ao trabalho realizado no último fim de semana. No sábado (19), a comitiva esteve na região Oeste, com agendas em Patu, Umarizal, Caraúbas e Apodi. No domingo (20), as atividades se concentraram na região Salineira e no Vale do Açu, com passagens por Macau, Alto do Rodrigues, Pendências e Carnaubais.
Para o candidato, a recepção nas ruas reflete a busca do eleitorado por propostas concretas. "Eu fico até emocionado quando vejo essa recepção tão carinhosa em cada canto que a gente chega, porque isso mostra que o nosso recado tá fazendo sentido no coração das pessoas. O povo quer gente com vontade de trabalhar de verdade pela nossa terra, então ver essa confiança crescer a cada dia me dá ainda mais energia pra continuar andado, pedindo a confiança do eleitor e levando a nossa mensagem de mudança", comemorou o candidato.
O termômetro da eleição no Rio Grande do Norte segue pegando fogo e a
movimentação nos bastidores da Justiça Eleitoral não para. Só que essa
avalanche de levantamentos que desponta nos registros oficiais está longe de
ser apenas uma busca por transparência, funcionando muitas vezes como uma
verdadeira artimanha para tumultuar o cenário e confundir a cabeça do eleitor.
Pela regra do TSE, o instituto precisa registrar a pesquisa com no mínimo cinco dias de antecedência da divulgação. Com essa enxurrada de dados pipocando na praça, o objetivo de muita gente nos quartéis-generais é jogar fumaça no debate público e tentar manipular a percepção de quem está na ponta.
Confira o panorama com as datas de registro e a previsão de liberação de cada levantamento para essa semana.
Media Inteligência (Registro RN-00740/2026): Data de registro em 12/09/2026, com divulgação prevista para hoje, 13 de setembro.
Media Inteligência (Registro RN-08671/2026): Data de registro em 08/09/2026, com divulgação prevista para hoje, 13 de setembro.
Metadata Soluções (Registro RN-02543/2026): Data de registro em 08/09/2026, com divulgação prevista para hoje.
Item Pesquisas Técnicas (Registro RN-09570/2026): Data de registro em 13/09/2026, com divulgação prevista para 18/09/2026.
Instituto Verita (Registro RN-07921/2026): Data de registro em 12/09/2026, com divulgação prevista para 17/09/2026.
Perfil Pesquisas (Registro RN-08335/2026): Data de registro em 11/09/2026, com divulgação prevista para 16/09/2026.
Exatus Consultoria (Registro RN-03910/2026): Data de registro em 10/09/2026, com divulgação prevista para 15/09/2026.
Data Capital (Registro RN-05522/2026): Data de registro em 10/09/2026, com divulgação prevista para 15/09/2026.
Com essa guerra de narrativas batendo à porta, o segredo
é não cair na pilha de números plantados. O eleitor mais atento precisa filtrar
o barulho dos palanques para enxergar a realidade longe da manipulação.
A gente costuma achar que a eleição serve apenas para escolher quem vai ocupar a cadeira no ano que vem, mas a verdade é que o processo funciona como um grande teste de caráter a céu aberto. Quando a campanha esquenta, a máscara cai e a política deixa de ser apenas uma disputa de projetos para virar um espelho implacável da sociedade.
O mais interessante é perceber que essa revelação não acontece só com quem está no palanque buscando votos. O comportamento se espalha por toda a engrenagem.
É o eleitor que descobre a intolerância daquele amigo de longa data, o apoiador que perde a linha nas redes sociais defendendo o indefensável, e até o jornalista ou formador de opinião que abandona a coerência em troca de conveniência.
Nessa mesma vitrine, a disputa serve ainda para revelar o grau máximo da falsidade, onde alguns que transformam a mentira em profissão de fé. Tem muito gestor de palco que aprendeu a mentir com os olhos abertos, mantendo o sorriso ensaiado e o tom mansa, com uma frieza tão calculada que é capaz de enganar até o eleitor mais atento e cascudo. É a arte do cinismo institucionalizado, onde o blefe vira plano de governo e a promessa vazia é entregue com a maior cara de pau do mundo.
No fim das contas, a eleição é um raio-X coletivo. Ela mostra quem tem argumento e quem só tem agressividade, quem respeita o contraditório e quem enxerga o outro como inimigo mortal.
Quando a poeira baixa e a contagem dos votos termina, os cargos são definidos, mas o que fica gravado de verdade é a postura que cada um escolheu adotar quando a pressão aumentou.