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Bibiano recebe apoio de liderança da causa das famílias atípicas em Mossoró

Por em 31 de julho de 2026 às 17:15:40

O pré-candidato a deputado estadual Bibiano (MDB) recebeu nesta sexta-feira, 31, o apoio de Dávida Oliveira (MDB), suplente de vereadora nas eleições de 2024, em Mossoró, e uma das principais defensoras da causa das famílias atípicas na egião Oeste do Rio Grande do Norte.

Reconhecida por sua atuação em defesa dos direitos das pessoas com deficiência, Dávida foi candidata a vereadora em Mossoró nas eleições de 2024, quando obteve 551 votos. 

Ela é mãe atípica, ex-presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência de Mossoró e atualmente representante do Coletivo de Mães Atípicas de Mossoró e Região.

Ao anunciar o apoio, Dávida destacou o trabalho desenvolvido por Bibiano quando esteve à frente da Prefeitura de Serra do Mel, especialmente pela criação do Centro Especializado em Reabilitação (CER), equipamento que ampliou o atendimento e o suporte às famílias atípicas do município.

"Vim declarar meu apoio a Bibiano por conhecer seu trabalho e entender que ele já fez muito pelas mães atípicas em sua cidade e tem projetos para fortalecer ainda mais essa causa. Tem meu respeito e meu apoio por ser uma pessoa comprometida com os direitos das pessoas com deficiência", afirmou.

Segundo Dávida, a defesa dessa pauta exige representantes comprometidos. Ela lembra que, em 2010, o censo declarou mais de 60 mil pessoas com deficiência em Mossoró, número que atualmente, segundo ela, é bem maior.

"Hoje esse número cresceu e essas famílias precisam de apoio, políticas públicas e representantes que defendam seus direitos e garantias", ressaltou.

Ao agradecer a manifestação de apoio, Bibiano reafirmou seu compromisso com a inclusão e com a defesa das pessoas com deficiência.

"Sempre estive ao lado das pessoas, trabalhando para ampliar direitos e melhorar a qualidade de vida da população. Esse compromisso começou com a implantação do CER em Serra do Mel e continuará em Mossoró e em todo o Rio Grande do Norte. Recebo esse apoio com gratidão e responsabilidade", declarou.

A adesão de Dávida Oliveira fortalece o diálogo de Bibiano com um segmento que busca maior representatividade e ampliação das políticas públicas voltadas às pessoas com deficiência e às famílias atípicas.



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DAS ARQUIBANCADAS ÀS URNAS: O QUE O SHOW DE MULTIDÕES NAS CONVENÇÕES REALMENTE DIZ SOBRE A DISPUTA NO RN

Por em 26 de julho de 2026 às 15:28:43

O fim de semana de convenções partidárias no Rio Grande do Norte escancarou a primeira grande batalha da corrida de 202 que foi a guerra de narrativas sobre quem levou mais gente ao palco.

De um lado, ginásios tomados por bandeiras, baterias e camisas padronizadas; do outro, dirigentes políticos celebrando o que chamam de "demonstração incontestável de apoio popular".

No entanto, para além do entusiasmo das arquibancadas, é preciso aponta que lotação em convenção mede a musculatura da máquina partidária, mas não é garantia de voto na urna.

A anatomia da mobilização

O ambiente de uma convenção é, por natureza, uma bolha controlada. Ali se concentram os quadros mais engajados das legendas, os ocupantes de cargos comissionados, os pré-candidatos a deputado federal e estadual, que precisam mostrar serviço aos líderes das chapas, e a militância tradicional impulsionada pelas caravanas do interior.

Essa capacidade de deslocar dezenas de ônibus e lotar espaços como o Palácio dos Esportes ou o Ginásio Nélio Dias cumpre um papel tático indispensável.

Serve para injetar ânimo no próprio time, passar uma percepção de viabilidade eleitoral para eventuais doadores de campanha e, sobretudo, pautar a imprensa e as redes sociais nas 48 horas seguintes ao evento. É a chamada "prova social": ninguém quer estar no time que parece derrotado antes da largada.

O silêncio do eleitor comum

Onde mora, então, o risco de se fiar apenas na festa do final de semana? No fato de que o eleitor médio, aquele que não tem paixão partidária, que sofre com a fila do posto de saúde ou com o custo de vida, passou o domingo bem longe de qualquer ginásio.

Esse contingente de indecisos, que costuma definir a eleição apenas na reta final do horário eleitoral, não escolhe seu candidato pelo tamanho da bateria da convenção. Para esse público, o excesso de triunfalismo da militância pode até soar distante da realidade das ruas.

Historicamente, o Rio Grande do Norte já presenciou convenções apoteóticas que resultaram em derrotas acachapantes nas urnas, assim como campanhas que começaram timidamente em recintos acanhados e ganharam tração popular ao longo do processo.

A verdadeira disputa começa agora

Se a convenção serve como um "teste de estresse" do poder de organização de cada chapa, o jogo real a partir de agora muda de figura. A questão central deixa de ser "quantas pessoas cabem no ginásio" e passa a ser "como a mensagem desse candidato chega até a mesa da família norteriograndense".

A partir de agora, a força demonstrada no final de semana precisará ser convertida em três frentes práticas:

Capilaridade nos municípios: O engajamento das lideranças locais para colocar a campanha na rua de forma orgânica;

Estratégia digital: A capacidade de furar a bolha da militância e alcançar o eleitor comum nos grupos de família e no feed das redes;

Consistência do discurso: A oferta de respostas reais para os problemas do estado, superando o mero ataque aos adversários.

As fotos de ginásios lotados renderam belos vídeos e cards de redes sociais e animaram os bastidores partidários neste domingo. Mas, na segunda-feira, a poeira baixa e a realidade se impõe: o voto do militante e o voto do indeciso têm exatamente o mesmo peso no dia da eleição. E a conquista desse segundo grupo está apenas começando.



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ALÍVIO FISCAL ÀS VÉSPERAS DA ELEIÇÃO E OS IMPACTOS DA LIBERAÇÃO DE RECURSOS PELO GOVERNO

Por em 26 de julho de 2026 às 06:26:43
Presidente tenta sustentar o crescimento econômico e consolidar o apoio antes da votação (Foto:  Pablo PORCIUNCULA / AFP via Getty Images)

A decisão do governo de flexibilizar o bloqueio de verbas no orçamento trouxe um alívio estratégico para o Palácio do Planalto justamente no momento em que a corrida eleitoral entra na sua reta mais decisiva.

Com a revisão para baixo em projeções de despesas obrigatórias, a equipe econômica conseguiu destravar R$ 5,7 bilhões — reduzindo o montante congelado para R$ 17,9 bilhões, conforme detalhado no último Relatório Bimestral de Receitas e Despesas.

Essa folga de caixa, embora modesta diante do engessamento promovido pelas despesas constitucionais (que consomem cerca de 90% do orçamento federal), cai como uma luva para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em busca da reeleição, o governo tenta manter o ritmo da atividade econômica aquecido e segurar o apoio popular nesta reta final antes do pleito de outubro.

Por outro lado, o movimento acende o sinal de alerta entre investidores e agentes do mercado financeiro. A preocupação central é que a sequência de pacotes de estímulo - que inclui desonerações em combustíveis, subsídios na conta de luz e no gás de cozinha, renegociação de dívidas e linhas de crédito facilitado para categorias como caminhoneiros e taxistas - acabe turbinando o consumo, complicando o trabalho do Banco Central no combate à inflação e deteriorando as contas públicas a longo prazo.


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