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A CONTA QUE A “GESTÔRA” DE TIBAU NÃO QUER QUE VOCÊ FAÇA

Por em 25 de julho de 2026 às 09:01:30
Tibau continuará no caminho do avanço”, afirma prefeita Lidiane em leitura  de mensagem anual – Costa Branca News

A “gestôra” de Tibau, Lidiane Marques, deu aquele seu sorriso colgate mais forçado do que nunca para comemorar o concurso público que acontece neste domingo, dia 26.

No vídeo, ela faz questão de estufar o peito e soltar que o concurso vem "depois de mais de 20 anos". Só esqueceu de contar a parte principal: que essa prova só tá saindo da promessa graças à pressão pesada da oposição, ao grito da população e, principalmente, à mão firme do Ministério Público, que precisou enquadrar a prefeita para a coisa andar.

E tem mais um detalhe curioso que deu um "amnésia" na gestôra. Desses mais de 20 anos de espera, ela passou boa parte dentro da própria prefeitura. Foram quatro anos como secretária, quatro como vice-prefeita, quatro no primeiro mandato de prefeita e agora já engatando mais quase dois anos da reeleição.

É ou não é uma verdadeira mãe? Uma mãe do esquecimento, claro!



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Carnaval em Tibau só acontece em ano de eleição municipal

Por em 14 de fevereiro de 2026 às 09:21:28

O silêncio das ruas em Tibau neste período de carnaval chama atenção. Não apenas pela ausência da folia, mas pela memória recente que ainda ecoa. A última edição da festa promovida pela Prefeitura aconteceu em 2024, justamente em ano eleitoral. Em 2025 e agora novamente, o cenário se repete sem nenhuma programação oficial.

O contraste escancara uma pergunta inevitável: por que a festa só apareceu quando havia eleição? Em 2024, a gestão municipal fez questão de projetar o evento como um grande sucesso, com ampla divulgação e narrativa de grandiosidade, quase como se Tibau tivesse se tornado um dos polos do litoral potiguar. A vitrine foi montada, o discurso foi amplificado e a festa ganhou status de marco administrativo.

Mas, passado o período eleitoral, o que ficou foi o vazio. Sem continuidade, sem tradição fortalecida e sem política cultural consolidada, a folia parece ter servido mais como ferramenta estratégica do que como investimento duradouro no calendário turístico e cultural da cidade.

Carnaval não se constrói em um único ano, muito menos em ritmo eleitoral, e a gestôôôôra sabe disso, ou pelo menos deveria saber. 

Cidades que consolidam a festa o fazem com planejamento, constância e identidade. Quando há interrupções sucessivas, a percepção pública muda e o evento deixa de ser cultura e passa a soar como conveniência.

E em Tibau, a leitura que se fortalece é justamente essa. Para muitos, o carnaval não desapareceu por falta de potencial, mas por falta de prioridade. Afinal, quando interessa, ele acontece. Quando não, some do mapa.

Em Tibau o carnaval é diferente. O ano todo, todos os anos.



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Promessas à sombra do alpendre e a política que só aparece no verão

Por em 11 de janeiro de 2026 às 08:59:34

Em ano eleitoral, Tibau passa a viver um fenômeno recorrente: o veraneio político. O município, conhecido por receber lideranças de várias regiões durante o verão, transforma varandas, alpendres e encontros informais em espaços de articulação e discurso ensaiado.

O cenário é quase sempre o mesmo. Políticos locais e lideranças estaduais chegam em clima de proximidade, realizam encontros regados a churrascos e uísques caros, circulam entre moradores, comerciantes e veranistas e aproveitam a informalidade para plantar promessas que dificilmente seriam sustentadas em um debate público ou em documentos oficiais.

O contraste salta aos olhos. Enquanto há fartura nos encontros políticos de verão, muitos desses mesmos personagens negam apoio quando a população mais precisa. Seja para a compra de um simples remédio, um exame básico ou uma ajuda emergencial. A política da abundância para poucos convive com a escassez imposta a muitos.

No calor do verão, surgem anúncios de obras, garantias de recursos “já assegurados”, projetos que dependem apenas de vontade política. Sempre futura. O problema é que muitas dessas promessas não sobrevivem ao fim da temporada nem ao término do período eleitoral.

O alpendre vira palanque improvisado. Sem registros, sem compromissos formais e sem mecanismos de cobrança. É nesse ambiente que a política do convencimento fácil prospera, baseada mais na retórica do que na responsabilidade administrativa.

Em Tibau, o diálogo com a população é essencial e legítimo. O que preocupa é a repetição de discursos vazios, reciclados a cada eleição, enquanto problemas estruturais seguem sem solução concreta. A proximidade momentânea não substitui planejamento, execução e prestação de contas.

O veraneio político expõe uma prática antiga: aparecer muito, prometer bastante e entregar pouco. Para o eleitor tibauense, o desafio é separar quem constrói de quem apenas visita, quem apresenta propostas reais de quem se aproveita do verão para enganar, iludir e ludibriar com falsas expectativas.

Mais do que presença sazonal, Tibau precisa de compromisso contínuo. Porque política responsável não se faz apenas no verão. E muito menos apenas no alpendre.


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