Mossoró
Recursos públicos financia MCJ, mas o privado é quem fatura alto

O Mossoró Cidade Junina, uma das maiores festas populares da região, traz neste ano uma novidade: além dos camarotes privados, será disponibilizado um “frontstagem”, área que ficará em frente ao palco principal.
A empresa Coollab Creativ, da Paraíba, foi a escolhida para explorar o espaço, que deverá pagar à Prefeitura de Mossoró o valor de R$ 789 mil para sua utilização.
Essa estrutura, paga com recursos públicos, será realizada em um espaço público, mas a exploração ficará nas mãos do setor privado.
A questão que surge é: como uma festa financiada com o dinheiro dos contribuintes acaba beneficiando empresas privadas, enquanto o povo desfruta apenas da alegria momentânea?
Em um evento de grande porte como o Mossoró Cidade Junina, o público é envolvido pela animação das apresentações e pela energia da festa, mas não deixa de ser um questionamento válido sobre o uso de espaços e recursos públicos em prol do lucro privado.
O grande público, que paga pelos serviços públicos através de impostos, assiste de fora enquanto o setor privado usufrui de espaços exclusivos.
E a alegria do povo permanece no ritmo da festa, mas também com a sensação de que, em algumas situações, o “povo” está apenas de espectadores.
O MCJ, quanto maior, maior é o lucro!