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PÉ-DE-MEIA UNIVERSITÁRIO DE ATÉ R$ 38 MIL PARA ESTUDANTES DEVE COMEÇAR EM 2027

O Ministério da Educação (MEC) confirmou o plano de expandir o programa Pé-de-Meia para o ensino superior a partir de 2027. A iniciativa visa criar uma espécie de poupança e auxílio financeiro para universitários de baixa renda matriculados em instituições públicas federais.
A estratégia busca replicar no ensino superior o modelo adotado em 2024 para o ensino médio, que registrou uma queda de 61% no abandono estudantil. Nas universidades federais, cerca de dois terços dos estudantes são egressos da rede pública e enfrentam gargalos financeiros com custos de moradia, transporte e alimentação durante a graduação.
Como vai funcionar o benefício?
A proposta estruturada pelo MEC prevê o repasse de valores diretos aos alunos cadastrados no CadÚnico:
Bolsa mensal: R$ 700 pagos durante 10 meses por ano.
Poupança de formatura: R$ 250 acumulados por mês, liberados em parcela única após a conclusão do curso.
Valor total: Um montante estimado em até R$ 38 mil por estudante ao longo de toda a trajetória acadêmica.
O alcance do projeto prevê atender cerca de 485 mil universitários, com um custo anual estimado em R$ 4,6 bilhões.
Essa nova despesa somar-se-á à expansão do Pé-de-Meia no ensino médio programada para 2027. Programa que já consumiu R$ 24 bilhões dos cofres públicos entre 2024 e 2026. Para financiar o projeto, a equipe econômica pretende utilizar recursos oriundos da exploração de petróleo e promover a realocação de verbas no Orçamento Federal.
A implementação do Pé-de-Meia Universitário ainda depende da definição das metas acadêmicas de permanência e do aval do Congresso Nacional.