Política

Walter Alves: “Moto não deve ser sinônimo de morte”

Por em 28 de junho de 2016 às 15:44:44

A Comissão de Viação e Transportes (CVT) da Câmara Federal realizou, na manhã de hoje (28), uma audiência pública para discutir uma proposta de alteração no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) que beneficia diretamente os motociclistas. Membro suplente da CVT, o deputado federal Walter Alves (PMDB) participou do evento.

“O assunto é de extrema importância, pois gera impacto direto na vida de milhares de brasileiros. A profunda mudança provocada com o crescimento do uso de motos no Rio Grande do Norte – e em todo o Nordeste, não foi suficientemente acompanhada de uma educação de trânsito capaz de evitar o crescente número de mortos e acidentados”, diz o deputado Walter Alves.

A proposta em discussão é o Projeto de Lei nº 5.007/2013 (PLS 346/2012) que altera a Lei nº 9.503/1997 (CTB). A ideia apresentada propõe a implantação de faixa ou pista exclusiva para motocicletas em vias de grande circulação e fixa velocidades máximas permitidas para esse tipo de veículo.

Segundo Walter, a proposta é interessante porque pode gerar benefícios para os motociclistas e toda a sociedade. “O número de vítimas de acidentes envolvendo motociclistas é preocupante e há questões pouco esclarecidas, como é o caso do prazo de validade dos capacetes que, para os órgãos fiscalizadores, não pode passar de três anos de fabricação. Precisamos dar uma atenção a essa questão. Moto não deve ser sinônimo de morte”, pontua o parlamentar.

Números

Dados da assessoria de imprensa do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, o maior pronto-socorro do Rio Grande do Norte, mostram que 87% das vítimas politraumatizadas que dão entrada na unidade são em decorrência de acidentes envolvendo motociclistas. De janeiro a maio deste ano, foi registrado o total de 4.328 atendimentos devido a acidentes automobilísticos, sendo 3.787 com motociclistas.

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