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Mulheres superam machismo e cobranças em dobro e assumem liderança 

Por em 9 de março de 2019 às 07:53:35

 

“Tá no DNA”. A afirmação é da publicitária Helena Lima, 37, sobre o espírito de liderança da mulher. Essa característica tem garantido a presença feminina em lugares antes inimagináveis em uma sociedade historicamente machista.

A liderança feminina tem sido conquistada com a tranquilidade que é delas. “Isso tem a ver com o instinto de maternidade mesmo. E nem é preciso ser mãe pra ter esse instinto. É algo que nasce com a gente”, diz Helena.

A opinião é a mesma de Julliana Alves, 27, que, diferente da colega de profissão Helena, não é mãe. “Eu nem tenho esse desejo, mas é como se a empresa fosse o meu filho”, explica a diretora financeira da Live Results, agência da qual é sócia.

Julliana fez uma constatação do que ainda é uma infeliz realidade. “Eu acho que existe muito machismo”, declarou.

Luciana Medeiros, 39, sentiu isso na pele, e não foi só uma vez. “Uma vez preparei um projeto e meu então gestor apresentou como sendo dele. Mas aí a representante do cliente era uma mulher e ela percebeu que ele não dominava o assunto. Foi preciso uma nova reunião, dessa vez comigo na apresentação. Acabou que fiquei com o posto dele”, lembrou.

Diante de um mercado tão competitivo, Luciana afirma que “a mulher é ainda mais cobrada”. “A gente tem que comprovar a todo instante que podemos dar conta e fazer até melhor. Esse é um esforço de mulher”, finalizou.

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