Política
Bolsonaro prova que TV não reina sozinha, mas tem peso na eleição

A campanha vitoriosa de Jair Bolsonaro em 2018, quase sem tempo no horário eleitoral, tornou-se uma lenda de fenômeno de mídia social e “fake news”. De alguém que venceu a Globo e também a Universal, que dias antes do primeiro turno ainda estava com Geraldo Alckmin.
Mas pergunte a um executivo de televisão ou marketing e ele vai lembrar que foi uma notícia verdadeira que elegeu o atual presidente — e com uma mídia grátis e jornalisticamente inquestionável, no Jornal Nacional e demais.
A facada é a prova de que a eleição de quatro anos atrás não aconteceu só no ambiente digital.
A campanha no Brasil há tempos é uma somatória de meios, da televisão à internet e ao rádio. No primeiro semestre deste ano, com as inserções partidárias que haviam saltado 2018, os comerciais curtos de cada partido nos intervalos, confirmou-se que o impacto da propaganda na TV aberta está vivo.
E ao menos uma plataforma, o YouTube, com comerciais também desde o primeiro semestre, se incorporou com destaque às ferramentas tradicionais.
Com a vantagem de ser uma espécie de TV, por vezes no próprio televisor, mas com publicidade programática, capaz de atingir alvos segmentados, por exemplo, mulheres evangélicas.