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Ferramenta criada no RN facilita administração de medicamentos em crianças com TEA

Um dispositivo desenvolvido no Rio Grande do Norte promete tornar mais simples e menos traumática a administração de medicamentos líquidos em crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Batizado de ALEF (Adaptador Lúdico em Forma de Elefante), o equipamento recebeu patente do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e já é considerado uma inovação com potencial de impacto na saúde pediátrica.
Produzido a partir de modelagem 3D e impressão com materiais acessíveis, o ALEF funciona como suporte para a seringa dosadora tradicional, ocultando-a dentro de uma estrutura lúdica em formato de brinquedo. Dessa forma, reduz a resistência das crianças que costumam apresentar aversões sensoriais ou comportamentais durante o processo de medicação.
A criação é resultado de quase dois anos de pesquisa do doutor em Biotecnologia da Saúde pela Universidade Potiguar (UnP), Eurico de Souza Costa. Ele explica que a proposta nasceu da necessidade de tornar o momento da medicação menos estressante:
“Sempre quis desenvolver uma solução que respeitasse as particularidades das crianças com TEA. Saber que o ALEF agora é uma tecnologia patenteada reforça o potencial de facilitar a rotina de muitas famílias e profissionais de saúde”, afirma.
O interesse do pesquisador pelo tema surgiu durante sua atuação na indústria farmacêutica, quando percebeu a frequência de relatos médicos sobre dificuldades relacionadas ao TEA.
Segundo a pesquisa, o uso de ferramentas adaptadas como o ALEF melhora a aceitação dos medicamentos, contribui para a adesão ao tratamento e fortalece o vínculo entre criança, família e equipe de saúde.
A coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia da UnP, professora doutora Amália Rêgo, destaca que a iniciativa une ciência, tecnologia e sensibilidade. Já o orientador do projeto, professor doutor Fausto Pierdoná Guzen, reforça que a conquista da patente abre portas para que a inovação chegue a quem mais precisa.
“Acreditamos que a pesquisa acadêmica deve gerar soluções práticas e humanizadas. O ALEF é um exemplo disso”, afirma Guzen.