Gerais
Veterinário alerta sobre alimentos que não devem ser oferecidos a cães e gatos

Neste mês de dezembro, aumentam as confraternizações, ceias e refeições típicas de fim de ano e, junto com elas, cresce também a vontade de compartilhar alguns alimentos com os pets da família. No entanto, muitos itens comuns à mesa podem representar riscos sérios para cães e gatos.
Johnatan Henrique Santos, médico-veterinário do Centro Médico Veterinário (CMV) da Universidade Potiguar (UnP), integrante do maior e mais inovador ecossistema de qualidade do Brasil: o Ecossistema Ânima, faz um alerta importante para garantir a saúde dos animais durante o período.
“É fundamental que os tutores redobrem a atenção. Alguns alimentos que fazem parte da ceia são extremamente tóxicos para cães e gatos. Uvas e uvas-passas, por exemplo, podem causar insuficiência renal aguda, mesmo em pequenas quantidades. Frutas cristalizadas, panetone tradicional, chocolate, cebola, alho, carnes temperadas e ossos cozidos são perigosos e podem provocar intoxicações, engasgos, perfurações ou complicações digestivas”, explica.
O especialista também reforça que, mesmo aqueles alimentos considerados inofensivos pelos tutores, podem trazer riscos. “Ossos cozidos de frango, pernil e peru se fragmentam com facilidade e podem perfurar o esôfago ou o intestino. Já as carnes muito temperadas podem causar vômitos, diarreia e até pancreatite. É sempre melhor manter uma distância segura entre a ceia e os pets”, aconselha.
Essas recomendações, segundo Johnatan, são o melhor caminho para evitar emergências veterinárias durante o período festivo. Além da atenção aos alimentos, é importante manter o lixo bem fechado e os pratos fora do alcance dos animais mais curiosos.
Para quem deseja incluir os pets na comemoração, a orientação é optar por alternativas seguras.
“Se o tutor quiser oferecer algo especial, pode escolher frutas permitidas, como maçã sem sementes, banana ou pequenas porções de carnes magras cozidas sem sal e sem temperos. O ideal é sempre consultar um médico-veterinário antes de alterar a rotina alimentar do pet”, frisa.