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Narrativas digitais e o jogo das conveniências no Instagram por alguns “elementos”

A cada dia, o Instagram, ou melhor, alguns de seus donos de páginas, ou ainda, certos “elementos”, para usar a expressão do vereador mossoroense Cabo Deyvison, tem se mostrado um terreno fértil para narrativas convenientes.
O que antes se pretendia informação, hoje frequentemente se reduz a anedotas: conteúdos leves, seletivos e cuidadosamente moldados para atender a interesses específicos.
Nesse cenário, personagens que estavam no ostracismo reaparecem com discursos renovados, enquanto outros, antes discretos, se revelam com clareza de lado.
Há ainda aqueles que, tidos como corretos, passam a defender o indefensável, normalizando o erro em nome de alinhamentos convenientes.
A linha seguida é conhecida por todos. Inclusive por quem finge não enxergar. A parcialidade, muitas vezes disfarçada de humor ou opinião espontânea, revela mais do que pretende esconder.
No fim, o problema não é o uso das redes, mas o papel que alguns escolheram ocupar: o de contadores de histórias que divertem, distraem e desviam o foco, enquanto a realidade segue pedindo responsabilidade, coerência e compromisso com os fatos.