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Produção de petróleo no RN cai quase pela metade em 14 anos e atinge menor nível em quatro décadas

A produção de petróleo e gás no Rio Grande do Norte caiu quase 50% nos últimos 14 anos e atingiu, em 2025, o menor nível das últimas quatro décadas.
Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis apontam que o estado saiu de uma média de cerca de 70 mil barris de óleo equivalente por dia, em 2011, para aproximadamente 38 mil barris diários em 2025.
O ponto mais baixo foi registrado em dezembro do ano passado, com produção média de 33.678 barris por dia, conforme o Boletim Mensal da ANP divulgado em fevereiro.
A queda se intensificou a partir da segunda metade da década passada, acompanhando mudanças na política nacional de exploração, sobretudo a decisão da Petrobras de concentrar investimentos no pré-sal e o processo de venda de campos terrestres no estado.
No Polo Potiguar, a Petrobras anunciou a venda de 26 concessões em 2021, concluiu o processo em 2023 e deixou completamente o RN. Desde então, os campos passaram a ser operados por empresas privadas de menor porte, sem capacidade suficiente para realizar investimentos robustos de revitalização, o que manteve a produção em patamares historicamente baixos.
Para o coordenador-geral do Sindipetro-RN, Marcos Brasil, o cenário reforça a necessidade de investimentos contínuos e da atuação de uma empresa âncora. Segundo ele, sem tecnologia e gestão integrada, a tendência é de declínio acelerado, com impactos diretos na arrecadação, no emprego e na economia local.