Política
O silêncio estratégico da governadora Fátima Bezerra e o xadrez para o mandato-tampão

Quem observa a cena política do Rio Grande do Norte notou, nos últimos dias, um recuo estratégico da governadora Fátima Bezerra (PT) nos holofotes da imprensa.
No entanto, o que parece ser um “sumiço” é, na verdade, uma intensa movimentação de bastidores com um objetivo central: consolidar os votos necessários para a eleição indireta que definirá o governador para o mandato-tampão.
As informações que sopram com os ventos da Reta Tabajara em direção à capital indicam que a articulação da governadora já surtiu efeito. A contagem não é por acaso, e os bastidores apontam que Fátima teria conseguido selar o apoio de exatamente 13 votos.
O número, emblemático para o seu partido, representa a maioria necessária dentro da Assembleia Legislativa para garantir que o processo ocorra sob total controle do grupo governista, sem margem para surpresas com 12 ou 14 apoios.
Embora o cenário de sucessão tenha ventilado diversos nomes nos últimos meses, o que surge com maior viabilidade e trânsito livre entre os deputados é o de Francisco do PT.
O parlamentar, que possui bom acesso aos pares, aparece como a peça-chave para assumir o governo nesta transição.
Apesar de a governadora não ter oficializado a escolha publicamente, a movimentação silenciosa e a segurança na contagem dos votos reforçam que a estratégia está montada para garantir a continuidade do projeto político atual, por meio de uma liderança de estrita confiança da gestão.
Não foi revelado, repita-se, pela governadora. Os ventos sopraram.
E, como se sabe, uma imagem vale mais do que mil palavras.