Política
PT avança sobre bases de MDB e União Brasil e pressiona articulação de oposição no RN

A movimentação política no interior do Rio Grande do Norte começa a desenhar um cenário claro. O PT está avançando sobre bases que, até então, eram consideradas consolidadas do MDB e do União Brasil.
Na prática, prefeitos têm ignorado orientações partidárias e optado por alianças construídas no dia a dia da gestão, o que enfraquece diretamente a articulação do vice-governador Walter Alves em torno do projeto de Allyson Bezerra.
Mesmo com o discurso de força, baseado no número de prefeitos filiados ao MDB, a realidade mostra outro caminho. Gestores municipais estão tomando decisões independentes, priorizando parcerias administrativas e resultados concretos.
No Alto Oeste, o movimento ficou evidente. As prefeitas Jéssica Amorim, de Almino Afonso, e Ludmila Amorim, de Rafael Godeiro, seguiram caminhos distintos na disputa estadual, cada uma alinhada a projetos diferentes, de acordo com suas articulações locais.
Em Patu, o prefeito Ednardo Moura reforçou esse cenário ao declarar apoio ao grupo liderado pelo PT, destacando os investimentos e ações do Governo do Estado no município. A decisão expõe uma divisão interna no MDB e enfraquece o discurso de unidade.
O avanço petista, no entanto, não se limita ao MDB.
Prefeitos de partidos que, em tese, estariam no campo político de Allyson também começam a migrar. Em Baraúna, a prefeita Divanize Oliveira (PSD), ligada à base aliada do União Brasil, confirmou apoio ao grupo do PT. Em Martins, o prefeito César Móveis (PSB) adotou a mesma posição.
Até dentro do União Brasil já há sinais de ruptura. O prefeito de São Rafael, Canindé da Farmácia, declarou apoio ao projeto alinhado ao PT, evidenciando que a disputa ultrapassa as siglas e passa pela capacidade de articulação e presença nos municípios.
O que se desenha é um movimento estratégico do PT, ocupando espaços onde antes havia domínio de outros grupos políticos, dialogando diretamente com prefeitos e fortalecendo sua base no interior.
No fundo, o cenário revela uma mudança onde os apoios estão sendo definidos menos por partido e mais por entrega, presença e relação com os municípios.