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Estatais brasileiras registram pior desempenho fiscal da história com rombo de R$ 7,4 bilhões

Por em 6 de julho de 2026 às 11:25:44
Correios precisam de um plano estratégico sério e não de demissões”, afirma  Federação

O bolso do cidadão vai sentir o peso do atual momento econômico do país. As empresas públicas brasileiras estão enfrentando o pior desempenho fiscal de toda a história, com as estatais monitoradas pelo Banco Central fechando os primeiros cinco meses de 2026 mergulhadas no vermelho.

O déficit acumulado no período já atinge a marca de R$ 7,4 bilhões, um valor que impressiona por superar, em pouco tempo, todo o prejuízo registrado ao longo do ano de 2025 inteiro, que fechou em R$ 5,9 bilhões, além de representar o dobro do buraco verificado no mesmo intervalo do ano passado.

Grande parte desse rombo histórico está diretamente ligada à situação financeira dos Correios. Para tentar cobrir o seu saldo devedor, a estatal precisou recorrer a um empréstimo bancário expressivo de R$ 10 bilhões, montante que sozinho responde por 78% de todas as operações de crédito que demandaram garantia da União.

Esse cenário das empresas públicas reflete um problema ainda mais profundo na economia nacional, que é o peso esmagador das taxas de juros. Somente no mês de maio, o setor público gastou R$ 107,5 bilhões apenas com o pagamento de juros, fazendo com que a conta acumulada nos últimos doze meses atinja a cifra de R$ 1,11 trilhão, o equivalente a 8,48% de tudo o que o país produz.

Ao analisar os dados por esfera de governo, fica claro que o governo federal é o principal responsável pelo resultado negativo, concentrando um déficit de R$ 5,9 bilhões por meio de suas estatais.

As empresas públicas estaduais também fecharam no vermelho, acumulando R$ 1,5 bilhão negativo no período, enquanto as estatais municipais aparecem como a única exceção positiva do levantamento, registrando um superávit de R$ 95 milhões.

É importante destacar que o cálculo oficial do Banco Central deixa de fora gigantes como a Petrobras, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e o BNDES, uma vez que essas companhias financeiras e de capital aberto concorrem diretamente no mercado e seguem regras muito parecidas com as do setor privado.

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