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OS BRASILEIROS ESTÃO PASSANDO MAIS TEMPO DE SUAS VIDAS DOENTES

Por em 24 de julho de 2026 às 11:15:51
Brasileiro vive mais, mas passa 12,5 anos da vida com alguma doença | G1

A população brasileira está conquistando uma vida mais longa, mas isso trouxe um novo desafio: o tempo que vivemos com a saúde debilitada também aumentou. Segundo um novo estudo abrangente sobre o tema, o brasileiro passa, em média, 12,5 anos da vida convivendo com alguma doença ou limitação física.

Esse fenômeno é chamado pelos cientistas de “lacuna de morbidade”, que nada mais é do que a diferença entre a nossa expectativa de vida total e a expectativa de vida com plena saúde. Como a gente vive mais tempo, esse indicador acaba subindo junto.

O levantamento, que analisou dados de 204 países, colocou o Brasil em 16º lugar entre as nações com mais tempo de vida afetado por condições de saúde.

Para se ter uma ideia do impacto dessa mudança, nas últimas três décadas o tempo que o brasileiro passa convivendo com cuidados e limitações médicas cresceu 20%. Na prática, isso significa que passamos 16% de toda a nossa vida com a saúde fragilizada.

Diferente do que muita gente pensa, mais da metade desses anos vividos com limitações não vem de internações graves, mas sim de condições contínuas que desgastam o dia a dia. Os principais vilões identificados são:

Dores no corpo (como dores crônicas na coluna e articulações)

Perda auditiva

Transtornos mentais (com destaque para a depressão e a ansiedade)

Apesar do desafio com a qualidade de vida, as notícias no campo da longevidade pura são muito positivas. No mesmo período analisado, a expectativa de vida ao nascer no Brasil saltou de 68 para 76 anos — um ganho expressivo de 8,5 anos.

Esse avanço foi impulsionado principalmente pelo progresso no saneamento básico, expansão da vacinação e diagnósticos cada vez mais precoces.

A grande questão é que a forma como adoecemos mudou drasticamente: as doenças infecciosas, que antes eram as maiores causas de morte, deram lugar às doenças crônicas (problemas cardiovasculares, diabetes, câncer e demências). São condições que a medicina hoje consegue controlar para evitar a morte rápida, mas que acompanham o paciente por décadas.

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