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Alerta vermelho na economia: Governo, famílias e empresas atingem recorde histórico de endividamento no Brasil

Por em 31 de agosto de 2026 às 08:01:34

O cenário financeiro no Brasil acendeu o sinal vermelho. Pela primeira vez nas séries históricas, o governo federal, as famílias e as empresas brasileiras atingiram simultaneamente os maiores níveis de endividamento e inadimplência já registrados.

Quando todos os setores se endividam ao mesmo tempo, a conta chega para a sociedade inteira. O resultado direto desse aperto generalizado é o aumento dos juros, que encarece o crédito, reduz o consumo das pessoas e paralisa a capacidade das empresas de investir e gerar novos empregos.

A crise de crédito atinge todas as pontas da economia brasileira:

Governo: A dívida bruta saltou para 81,93% do PIB, quase encostando na máxima histórica. Para se ter uma ideia do tamanho da escalada, esse valor é mais que o dobro dos 53% registrados há apenas dez anos.

Famílias: O percentual de famílias endividadas deu um salto. Se até 2018 o índice orbitava na faixa dos 60%, hoje ele atinge alarmantes 82% dos lares brasileiros, o maior nível da série iniciada em 2010, com forte aceleração a partir de 2021.

Empresas: O fantasma da inadimplência atinge cerca de 9 milhões de CNPJs no país. Além disso, as empresas de capital aberto viram sua dívida líquida disparar de R$ 719 bilhões para R$ 1,3 trilhão, o que representa um salto de 89% nos últimos seis anos.

Esse estrangulamento financeiro não nasceu do dia para noite. O comprometimento da renda das famílias com dívidas vem em uma rota de subida contínua desde meados dos anos 2000, tendo como único alívio pontual o período da pandemia.

Com todo mundo devendo mais, o risco aumenta e o crédito fica mais caro para a população e para as empresas.

O reflexo dessa pressão já bateu na porta do próprio governo e o Tesouro Nacional precisou reformular seu Plano Anual de Financiamento. A mudança foi feita para aumentar a fatia de títulos públicos atrelados à taxa Selic, uma manobra direta para contornar a forte resistência dos investidores em comprar papéis indexados à inflação.

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