Direito
CRISE NO STF: FACHIN ENTRA EM CENA PARA APURAR EMBATE ENTRE MINISTROS

Desde o início de setembro, o Supremo Tribunal Federal vive um clima de tensão pesada. Os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça estão no centro de um embate que envolve mensagens vazadas da Polícia Federal e o nome do banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.
Para tentar colocar ordem na casa, o presidente do STF, Edson Fachin, tomou à frente do caso e decidiu unificar as petições. Ele retirou o pedido feito por Moraes do famoso “Inquérito das Fake News” e colocou tudo em um mesmo procedimento para ser analisado.
O que Fachin já determinou
Em duas decisões rápidas, Fachin deu um prazo de 5 dias úteis para que todos os envolvidos se manifestem oficialmente. Ele ressaltou que a presidência da Corte precisa agir com calma e responsabilidade para garantir que as regras do jogo e os direitos de defesa sejam respeitados.
Como vai funcionar essa apuração
Assim que receber todas as respostas, Fachin vai analisar a situação para decidir se o caso vai para o plenário do Supremo. Ele vai checar se houve vazamento de dados sigilosos, se os documentos foram obtidos de forma legal e se as leis da magistratura foram seguidas.
O que cada um precisa explicar em 5 dias:
André Mendonça: terá que responder sobre alegações de parcialidade nos casos do Banco Master e detalhar por que tirou o sigilo das mensagens da PF que citam Moraes.
Alexandre de Moraes: precisa apresentar os argumentos que usou para pedir a inclusão de Mendonça no inquérito das fake news.
Paulo Gonet (PGR): deve dar o parecer da Procuradoria, inclusive sobre o pedido para anular relatórios da PF que deram início a toda essa confusão.
Andrei Rodrigues (diretor da PF): vai ter que explicar como as investigações foram conduzidas e se houve alguma apuração feita sem a autorização do Supremo.