Política

O SENADO VIROU À DIREITA

Por em 6 de outubro de 2026 às 16:45:23

Nas eleições gerais, os eleitores brasileiros renovaram dois terços do Senado Federal, colocando em disputa 54 das 81 cadeiras da Casa. O pleito foi marcado por forte polarização e intensa atenção pública, impulsionada pelas discussões em torno de investigações e críticas direcionadas a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Como o Senado é a única Casa com competência constitucional para pautar e votar processos de impeachment de ministros da Suprema Corte, pedidos que somavam 109 protocolos travados sob a gestão anterior de Davi Alcolumbre , a composição da nova legislatura ganhou peso estratégico nacional.

O resultado consolidou o avanço expressivo da direita nas urnas, redefinindo o mapa de forças políticas pelo país:

Sudeste: O PL destacou-se ao conquistar quatro das oito vagas em disputa, garantindo dobradinha no Rio de Janeiro, uma em São Paulo e outra em Minas Gerais. O PT elegeu Marília Campos em solo mineiro.

Nordeste: O PT assegurou 5 das 18 vagas em disputa na região, vencendo as duas na Bahia, uma em Pernambuco, uma no Rio Grande do Norte e outra em Sergipe. Os demais assentos dividiram-se entre a direita, o centrão e partidos de centro-esquerda.

Norte: O PL levou 5 senadores, incluindo dobradinha em Rondônia, enquanto o MDB de Helder Barbalho garantiu espaço no Pará com apoio petista. Em Alagoas, a disputa marcou a derrota de Renan Calheiros após 32 anos de mandato, superado por Marina Jhc e Arthur Lira.

Centro-Oeste e Sul: O PT não conseguiu eleger nenhum senador nos estados dessas regiões. O PL e forças de direita dominaram as vagas em disputa, incluindo a eleição de Michelle Bolsonaro no Distrito Federal e fôlego expressivo em estados como Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Norte.

No cenário do RN, a disputa pelas cadeiras no Senado resultou na reeleição do senador Styvenson Valentim (Podemos) e na vitória de Samanda (PT), desenhando uma representação dividida entre o perfil independente/oposicionista e a base governista federal.

Com o término da apuração, o Senado passa a contar com uma forte renovação: 40 das 54 cadeiras em disputa serão ocupadas por novatos, enquanto 14 senadores conseguiram a reeleição para mandatos de oito anos.

No balanço partidário geral, o PL consolidou-se disparado como a maior bancada, acumulando 28 cadeiras no total. O MDB garantiu a segunda maior força com 8 assentos, seguido pelo PT com 9 senadores, enquanto o PSD registrou a maior retração, despencando de 13 para 5 parlamentares. Essa nova correlação de forças torna altamente provável a eleição de um comando alinhado à direita para a presidência da Casa, alterando o tom das sabatinas de indicados ao STF, o controle do endividamento fiscal e a análise de eventuais pedidos de impeachment.

VETERANOS E NOVATOS: COMO FICA O SENADO?

Os novos parlamentares terão mandato de 8 anos e se juntarão aos 27 senadores eleitos em 2022, cujos mandatos continuam até 2030. Ao todo, 40 das 54 vagas serão ocupadas por novos nomes, enquanto 14 senadores se reelegeram.

Com 19 senadores eleitos neste domingo, o PL fica como o maior partido disparado, totalizando 28 cadeiras — somando com os eleitos em 2022 que continuam na Casa por mais 4 anos.

O MDB elegeu 7 senadores e garantiu a segunda maior força, com 8 cadeiras no total;

O PT elegeu 6 nomes e manteve sua bancada com 9 senadores no total;

O PSD foi o principal derrotado, encolhendo drasticamente e despencando de 13 para apenas 5 senadores.

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