Política
Seta aponta Allyson com 43,5% contra 32,4% de Cadu, mas erro gritante do 1º turno acende alerta no RN

O Instituto Seta divulgou, neste domingo (11), por meio do Portal O Potiguar, o primeiro levantamento de intenção de voto focado no segundo turno da disputa pelo Governo do Estado do Rio Grande do Norte.
Na pesquisa estimulada (quando os nomes dos candidatos são apresentados ao eleitor), Allyson Bezerra aparece na liderança com 43,5%, enquanto Cadu de Lula soma 32,4%.
O contingente de eleitores que declarou voto em branco, nulo ou nenhum dos candidatos alcança 14,1%, e 9,9% não souberam ou não responderam.
Já na modalidade espontânea (quando o entrevistado cita seu candidato sem auxílio de cartela), Allyson Bezerra registra 41,2% das intenções de voto, contra 30,9% de Cadu de Lula. Nesse cenário, 19,3% não souberam ou não responderam, e 8,6% manifestaram intenção de votar em branco, nulo ou nenhum.
O levantamento está devidamente registrado na Justiça Eleitoral sob os números RN-09503/2026 e BR-04487/2026.

Histórico recente e a distância entre a pesquisa e as urnas
Embora os novos números desenhem uma vantagem de 11,1 pontos percentuais para Allyson Bezerra no segundo turno, o contexto do primeiro turno exige cautela na leitura dos dados.
No levantamento do mesmo Instituto Seta divulgado em 2 de outubro (gráfico acima), às vésperas da votação do primeiro turno, a pesquisa estimulada indicava uma vantagem confortável de Allyson Bezerra, com 39%, seguido por Cadu de Lula (23,3%) e Álvaro Dias (20,5%), sugerindo uma distância de 15,7 pontos percentuais entre os dois primeiros colocados.
No entanto, a abertura das urnas revelou um cenário substancialmente diferente e muito mais acirrado. Allyson Bezerra terminou o primeiro turno com 36,70% dos votos válidos, enquanto Cadu de Lula cravou 36,33%, uma diferença real de apenas 0,37 ponto percentual (menos de meio ponto).
A disparidade entre o quadro projetado pelo instituto na reta final do primeiro turno e o resultado oficial das urnas acende um alerta natural sobre a volatilidade do eleitorado potiguar e o grau de precisão dos levantamentos nesta etapa decisiva da campanha.