Política

RAIO-X DAS ÚLTIMAS PESQUISAS QUAEST MOSTRA QUE VANTAGEM DE 20 PONTOS DE ALLYSON DERRETEU ATÉ O EMPATE TÉCNICO

Por em 14 de outubro de 2026 às 11:15:53

Uma análise das últimas três pesquisas Quaest para o Governo do Estado do Rio Grande do Norte revela os bastidores de uma campanha acirrada e cheia de reviravoltas.

Ao examinar a evolução dos números entre 25 de setembro, a simulação de véspera em 3 de outubro e a primeira pesquisa oficial do segundo turno divulgada em 13 de outubro, é possível desenhar com precisão cirúrgica o comportamento do eleitorado potiguar.

Os dados mostram que a disputa passou por duas fases distintas, começando pela liderança isolada de Allyson Bezerra no primeiro turno e culminando na forte arrancada do bloco governista na largada da etapa final.

A linha do tempo da Quaest no 2º Turno (Simulado)

Quando analisamos os cenários de segundo turno testados pela Quaest ao longo das últimas semanas, o ritmo de crescimento dos candidatos muda drasticamente:

🔵 Allyson Bezerra (União Brasil)

25 de setembro: 50%

3 de outubro (véspera do 1º turno): 44% (-6 pontos)

13 de outubro (início do 2º turno): 45% (+1 ponto)

Análise: O ex-prefeito de Mossoró registrou seu patamar mais alto no final de setembro, sofreu uma retração na véspera da votação inicial, mas encontrou sustentação na largada do segundo turno, estabilizando-se na casa dos 45%.

🔴 Cadu de Lula (PT)25 de setembro: 30%

3 de outubro (véspera do 1º turno): 34% (+4 pontos)

13 de outubro (início do 2º turno): 42% (+8 pontos)

Análise: É o vetor de maior crescimento na série histórica. Cadu subiu de 30% em setembro para 34% no dia 3, e deu um salto expressivo para 42% agora em outubro. No acumulado, o candidato do PT cresceu 12 pontos percentuais, encurtando completamente a distância e emparelhando a disputa.

⚪ Brancos, Nulos e Indecisos25 de setembro: 14% (Brancos/Nulos) e 6% (Indecisos)

3 de outubro: 16% (Brancos/Nulos) e 6% (Indecisos)

13 de outubro: 7% (Brancos/Nulos) e 6% (Indecisos)

Análise: A forte queda nos votos brancos e nulos (que despencaram de 16% para 7%) na transição para o segundo turno explica para onde foi a maior parte dos votos que impulsionaram a reta final de Cadu e consolidaram o eleitorado de Allyson.

Onde está o “derretimento”? Entenda a matemática da vantagem

Para entender por que se fala em “derretimento”, é preciso olhar para a diferença entre os candidatos e não apenas para o percentual isolado de Allyson:

Em 25 de setembro: Allyson tinha 50% contra 30% de Cadu. A folga do candidato do União Brasil era de 20 pontos percentuais.

Em 13 de outubro: Allyson aparece com 45% e Cadu atinge 42%. A distância caiu para 3 pontos.

Esse movimento duplo, em que Allyson oscilou 5 pontos para baixo e Cadu subiu 12 pontos, fez com que a vantagem de 20 pontos derretesse até transformar o cenário em um empate técnico no limite máximo da margem de erro (3 pontos percentuais), deixando a disputa pelo Governo do Estado totalmente aberta.

O RETRATO DO EMPATE TÉCNICO

A curva ascendente de Cadu de Lula ,que partiu de 30% em setembro para bater nos 42% em outubro, explica por que o cenário político mudou de figura no estado.

Com Allyson oscilando de 50% para 45%, a vantagem de 20 pontos registrada no final de setembro derreteu, transformando a disputa em um empate técnico no limite da margem de erro na largada definitiva Governo do Estado.

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