Política

TSE abre mais três AIJEs contra Flávio Bolsonaro e oposição reage a avanço de apurações

Por em 6 de novembro de 2026 às 13:40:53
Em contra-ataque, Flávio pede ao TSE abertura de sigilos ligados a Lula

A abertura de três novas Ações de Investigação Judicial Eleitoral (AIJEs) contra o senador Flávio Bolsonaro (PL) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) intensificou o embate entre a oposição e a Justiça Eleitoral. Com as novas decisões, o parlamentar passa a responder a nove ações no tribunal, todas ligadas a supostas irregularidades na disputa presidencial.

Movidas pela coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), as representações apuram possíveis abusos de poder econômico e político. O processamento foi autorizado pelo corregedor-geral eleitoral, abrindo a fase de coleta de provas e depoimentos, o que não configura condenação antecipada. O candidato a vice na chapa, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), também consta entre os investigados.

As três novas frentes de investigação

As ações autorizadas pelo tribunal abordam diferentes eixos de apuração:

Financiamento de documentário: Investiga a produção Dark Horse, relacionada ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A suspeita é de que recursos supostamente obtidos com o banqueiro Daniel Vorcaro teriam financiado a obra com fins eleitorais.

Articulação internacional: Apura a atuação do deputado Eduardo Bolsonaro e aliados nos Estados Unidos. A acusação aponta supostas pressões sobre o governo norte-americano contra o Brasil.

Influência territorial no Rio: Busca identificar possíveis impactos de milícias e do Comando Vermelho no pleito e eventuais ligações de aliados do senador com essas estruturas.

Reação da oposição e embate institucional

A ampliação das ações gerou reações de parlamentares da direita, que classificam a ofensiva como perseguição política para enfraquecer opositores. Apoiadores defendem critérios estritamente técnicos na condução dos processos e alertam para o risco de uso do aparato estatal no jogo partidário.

Críticos estabelecem comparações com cenários internacionais, como o da Venezuela, defendendo que a Justiça Eleitoral garanta a imparcialidade para evitar a exclusão de lideranças da disputa democrática.

Caso haja condenação por abuso de poder ao fim do devido processo legal, Flávio Bolsonaro pode ter registro cassado e ficar inelegível por oito anos. Até o momento, os processos seguem em fase de instrução.

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