Política
Walter Alves, o MDB e o risco de caber num fusquinha

O vice-governador do Rio Grande do Norte, Walter Alves, talvez precise comer um bom doce de pelo, lá de Angicos (terra dos Alves) procurar uma benzedeira ou, por via das dúvidas, pular umas 300 ondas no mar.
Desde que decidiu romper com o governo, anunciar que não assume a cadeira de governador em caso de renúncia de Fátima Bezerra, será pré-candidato a deputado estadual e entrar de cabeça no jogo sucessório, Walter Alves parece ter atravessado ou entrado num buraco negro.
Veja só: declarou apoio à pré-candidatura de Allyson Bezerra ao Governo do Estado. Indicou Hermano Morais como vice na chapa. Dias depois, a Polícia Federal amanheceu na porta do prefeito de Mossoró durante a Operação Mederi.
No mesmo dia, terça-feira (27), o prefeito de Itaú, filiado ao MDB, teve o mandato cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral.
No dia seguinte, o prefeito de Ielmo Marinho — também do MDB — foi preso em flagrante durante operação da Polícia Civil do Rio Grande do Norte.
Não dá nem para dizer “chuta que é macumba”.
Mas dá, sim, para alertar: se ligue, são sinais dos tempos!
Cuidado, Walter, do jeito que vai, o MDB corre o risco de caber inteiro dentro de um fusquinha.