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Concorrente da Starlink avança no Brasil e quer levar satélite a 200 milhões de celulares

Por em 2 de novembro de 2026 às 10:10:29
Vivo

A disputa pela conectividade via satélite no Brasil ganhou um capítulo decisivo. A americana AST SpaceMobile, principal rival da Starlink de Elon Musk na conexão direta do satélite para o celular, obteve autorização da Anatel para operar faixas estratégicas de frequência no país e já construirá quatro estações terrestres para integrar sua infraestrutura local.

A disputa pela conectividade via satélite no Brasil ganhou um capítulo decisivo. A americana AST SpaceMobile, principal rival da Starlink de Elon Musk na conexão direta do satélite para o celular, obteve autorização da Anatel para operar faixas estratégicas de frequência no país e já construirá quatro estações terrestres para integrar sua infraestrutura local.

A grande novidade no mercado nacional é o arranjo feito com operadoras regionais. A Brisanet, ao lado da Unifique, Iez! Telecom e Amazônia 5G, cedeu o uso de frequências na faixa de 700 MHz para a AST. Com isso, as empresas resolvem um gargalo histórico e cumprem metas regulatórias de cobertura em rodovias e municípios com menos de 30 mil habitantes.

Como funciona no seu aparelho?

Chamada de Direct-to-Device (D2D), essa tecnologia transforma o satélite em uma “torre de telefonia no espaço”. Na prática, o seu smartphone comum se conecta ao satélite como se fosse uma antena distante na rua.

Não será preciso comprar antenas externas, baixar aplicativos ou trocar de aparelho. A rede vai garantir chamadas de voz, envio de mensagens e internet mesmo em áreas totalmente isoladas — cobrindo o “vazio” de sinal que hoje afeta metade das estradas brasileiras e dois terços das terras agrícolas do país.

Soberania e concorrência

A AST faz questão de ressaltar que os dados dos brasileiros permanecerão protegidos no país através das suas estações locais (gateways). Além disso, a decisão da Anatel garantiu uma divisão justa do espectro de onda (banda S), acirrando a disputa com a Starlink (que no varejo brasileiro fechou parceria com a Vivo).

Os preços, pacotes e datas de lançamento oficial serão definidos pelas próprias operadoras parceiras assim que a integração das redes for concluída.

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