
O Pingo da Mei Dia é um dos eventos mais expressivos do Rio Grande do Norte. Não é de hoje. Cresce a cada edição, consolida público, movimenta Mossoró e reafirma sua identidade ano após ano.
Mas 2026 trouxe uma novidade que ninguém pediu.
Diferente do que a organização tem tentado comunicar, esta edição não superou a de 2025 em público nem em estrutura. Quem acompanha sabe. O esforço narrativo existe, é compreensível, mas não resiste à comparação com quem esteve nas duas edições.
O que 2026 teve de maior, de fato, foi uma só coisa: político.
Ano eleitoral tem dessas. O Pingo virou palanque informal, ponto de aparição e, sejamos diretos, garimpo de voto. Vieram candidatos que nunca tinham pisado no evento. Vieram outros que mal conheciam o caminho de Mossoró. E vieram alguns que, de tanto tempo sem aparecer por aqui, pronunciam até errado o nome daquilo que foram "prestigiar".
Não vieram pelo evento. Não vieram pela cultura. Vieram pingar para ver se pinga voto em outubro.
O Pingo da Mei Dia merece mais do que isso. E o eleitor também.
