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DE REPENTE, TODO POLÍTICO CONHECE O PINGO DA MEI DIA

Por em 7 de junho de 2026 às 11:02:15
"Pingo da Mei Dia" abriu oficialmente o MCJ 2025. Foto: Francinildo Silva

O Pingo da Mei Dia é um dos eventos mais expressivos do Rio Grande do Norte. Não é de hoje. Cresce a cada edição, consolida público, movimenta Mossoró e reafirma sua identidade ano após ano.

Mas 2026 trouxe uma novidade que ninguém pediu.

Diferente do que a organização tem tentado comunicar, esta edição não superou a de 2025 em público nem em estrutura. Quem acompanha sabe. O esforço narrativo existe, é compreensível, mas não resiste à comparação com quem esteve nas duas edições.

O que 2026 teve de maior, de fato, foi uma só coisa: político.

Ano eleitoral tem dessas. O Pingo virou palanque informal, ponto de aparição e, sejamos diretos, garimpo de voto. Vieram candidatos que nunca tinham pisado no evento. Vieram outros que mal conheciam o caminho de Mossoró. E vieram alguns que, de tanto tempo sem aparecer por aqui, pronunciam até errado o nome daquilo que foram "prestigiar".

Não vieram pelo evento. Não vieram pela cultura. Vieram pingar para ver se pinga voto em outubro.

O Pingo da Mei Dia merece mais do que isso. E o eleitor também.



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PF JÁ IDENTIFICOU “FÁTIMA”. SERÁ QUE TEM ALGUM FAMILIAR DELA EM CARGO NO ALTO ESCALÃO?

Por em 22 de maio de 2026 às 08:15:06

Olha só a bomba que estourou nos bastidores da política de Mossoró, daquelas de deixar qualquer um de queixo caído. Sabe aquela história que todo mundo comentava da “matemática de Mossoró”, com aquele rolo todo de esquema de propina na casa dos 10%? 

Pois é, a Polícia Federal deu um passo gigantesco e finalmente descobriu quem é a tal “Fátima” que aparecia nos documentos e conversas como uma das grandes beneficiadas desse esquema.

A surpresa foi enorme quando os agentes fecharam o cerco e identificaram que se trata de uma assessora de comunicação. Para piorar a situação de quem está no poder, ela foi nomeada diretamente pelo ex-prefeito Allyson Bezerra lá no começo de 2024, através da Portaria número 157. O negócio é tão sério e as investigações avançaram tanto que a repercussão bateu forte lá nos tribunais superiores.

O desembargador federal Rogério Filho, que está cuidando do caso no Tribunal Regional Federal da 5ª Região, bateu o martelo e decidiu manter toda a papelada da Operação Mederi sob o comando dele. O Ministério Público Federal até tentou mandar o processo de volta para a primeira instância, aqui para a justiça local, mas o magistrado negou o pedido na hora, mostrando que o caso ganhou uma proporção enorme.

Com tudo isso vindo à tona, a cidade inteira começou a se fazer uma pergunta que não quer calar e que está tirando o sono de muita gente grande: será que tem ou teve algum familiar de “Fátima” exercendo cargo no alto escalão da prefeitura de Mossoró e pessoa de confiança do ex-prefeito Allyson Bezerra?



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Professor da Uern lançará livro sobre banditismo no sertão nordestino

Por em 24 de abril de 2026 às 17:39:34

O Brasil dos anos 1800 nos relegou indivíduos importantes em sua paisagem humana. Pessoas cuja imagem junto ao grande público passeou entre o mitológico e o fantástico; o lendário e o inimaginável; o religioso e o fantasmagórico, o heroico e o criminoso.

Seres cujos fazeres, para o bem e/ou para o mal, os fizeram figurar no panteão dos grandes personagens da história nacional, saltando, muitas vezes, do anedótico para o fático; do prosaico para o extraordinário; do vulgar para o excepcional.

Jesuíno Brilhante é um desses indivíduos. Com uma trajetória marcada na historiografia criminal do século XIX como um dos mais importantes nomes do banditismo que predominou no sertão nordestino daquela época, Jesuíno Brilhante dividiu opiniões, mobilizou narrativas, inspirou a cultura popular e se firmou, ao mesmo tempo como protagonista e antagonista do principal enredo utilizado para lembrar um dos tempos mais difíceis de vivência numa das mais áridas e pobres regiões do país: a criminalidade.

Foi esse personagem que atraiu o olhar do professor-doutor Francisco Linhares Fonteles Neto ao empreender, durante uma década, pesquisas sobre o banditismo. O resultado dos estudos fez Linhares nos legar um livro que não tardará a compor as fileiras das obras canônicas da história social do crime.


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