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O RESULTADO DAS URNAS E O CHACOALHÃO NO MERCADO

Por em 27 de outubro de 2026 às 08:29:29

O resultado das eleições não mexeu só com as redes sociais. Após a confirmação da vitória de Lula sobre Flávio, o mercado financeiro reagiu com forte volatilidade e as ações brasileiras despencaram e o circuit breaker foi acionado logo na abertura do pregão pela primeira vez desde a crise da pandemia em 2020.

O circuit breaker é o mecanismo de segurança da B3 que interrompe temporariamente as negociações quando o Ibovespa atinge quedas bruscas (a partir de 10%). A pausa serve para esfriar os ânimos e evitar decisões irracionais motivadas por pânico.

A paralisação ocorreu entre 10h e 10h30. Ao longo do dia, o Ibovespa chegou a recuar 16% na mínima, e encerrou a sessão com queda de 13,88%, recuando de 205 mil para 176 mil pontos. O tombo marca a quinta pior queda diária da bolsa brasileira desde a implantação do Plano Real, em 1994.

Por que o mercado reagiu assim? Parte do mercado financeiro estava posicionada na expectativa de uma vitória do candidato da oposição. Com a confirmação das urnas, cresceu entre analistas e investidores o receio quanto ao rumo da política fiscal, ao aumento de gastos públicos e à manutenção da taxa de juros (Selic) em patamares elevados por mais tempo, cenário que encarece o crédito e prejudica empresas endividadas.

No detalhe do pregão, papéis ligados ao consumo e ao setor varejista sofreram as maiores perdas, com destaques para Magazine Luiza (-58%) e Movida (-58%).

Os reflexos não se limitaram ao mercado acionário. O dólar comercial registrou uma arrancada de 8,21%, saltando de R$ 4,90 para R$ 5,40. A valorização percentual da moeda norte-americana em um único dia foi a mais expressiva registrada no país desde 1999.

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