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Estado

A SUA DOR NÃO ESTÁ NA NARRATIVA. ESTÁ NA FILA!

Por em 10 de junho de 2026 às 09:31:03

Tem uma guerra declarada entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Mossoró. O campo de batalha escolhido por ambos os lados é a saúde pública. E isso, convenhamos, diz muito sobre os dois. Não sobre a saúde. Sobre os dois.

Porque se a saúde fosse, de fato, a prioridade, e não o pretexto, ninguém estaria gastando saliva em disputa de narrativa enquanto o sistema range.

Alexandre Motta, infectologista e secretário de saúde do Estado, foi direto ao ponto. Disse que Mossoró inaugurou como "hospital" é, na prática, uma policlínica. Mudou o nome, não mudou a estrutura. A crítica tem fundamento técnico. Policlínica e hospital são coisas distintas, em capacidade, em complexidade, em obrigações legais. Chamar uma coisa de outra não transforma a realidade. Só muda o outdoor.

O ex-prefeito de Mossoró e pré-candidato ao Governo do Estado, Allyson Bezerra, o alvo implícito da crítica, construiu boa parte do seu capital político recente em cima dessa inauguração. Se o secretário estadual tem razão, e os critérios técnicos sugerem que tem, o que foi vendido ao eleitor mossoroense como grande conquista precisa de reavaliação. Não é detalhe. É o centro da promessa.

Do outro lado, Morgana Dantas, titular da Saúde de Mossoró, saiu em campo para contra-atacar. Chamou Alexandre Motta de pior secretário estadual, trouxe uma enxurrada de indicadores e defendeu com unhas e dentes o equipamento municipal.

Acontece que Morgana Dantas não está em posição confortável para conduzir esse debate. Ela é o nome central da Operação Mederi, investigação que apura irregularidades justamente na gestão da saúde de Mossoró. Não é acusação jornalística. É fato público, noticiado, documentado. 

Uma secretária investigada por irregularidades na pasta que comanda não tem autoridade moral para se apresentar como referência de boa gestão. Pode ter números. Números, aliás, qualquer um escolhe quais apresentar.

A pergunta que Morgana não responde com planilha é outra, que a operação Mederi apontou a resposta.

No meio de tudo isso, existe uma verdade, onde um lado omite, o outro não, que é o Hospital Regional Tarcísio Maia que continua sendo a âncora da saúde da região Oeste. É ele que segura quando tudo o mais desaba. É para lá que a população corre quando a UPA não resolve, quando a policlínica-hospital não tem leito, quando o município não dá conta.

E o Tarcísio fica superlotado. Por quê? Porque os municípios ao redor, dezenas deles, não têm estrutura básica funcionando. Porque a atenção primária, que deveria resolver 80% dos casos antes de virar emergência, está sucateada em boa parte do interior. 

Porque o Estado não distribui especialistas. Porque a regulação é um labirinto. Porque falta médico, falta remédio, falta gestão. O Tarcísio Maia superlotado não é falha do Tarcísio. É o retrato de um sistema que empurra para cima o que deveria resolver embaixo.

Esse dado estrutural, inconveniente, sem culpado único, nenhum dos dois lados da guerra de narrativa tem interesse em discutir. Porque discuti-lo exigiria assumir responsabilidades que nenhum dos dois quer. Um vai dizer, literalmente, que é responsabilidade apenas do outro. 

O que o eleitor está assistindo, no fundo, é a uma disputa eleitoral travestida de debate técnico. Alexandre Motta representa um governo estadual que tem olho no protagonismo da saúde pública como bandeira para 2026. Morgana Dantas representa uma gestão municipal que precisa blindar o legado de Allyson Bezerra para mantê-lo competitivo na corrida ao Governo do Estado.

A saúde, nesse jogo, é moeda. É palco. É microfone. Quem paga a conta é quem não tem assessor de comunicação, quem não dá entrevista coletiva, quem não aparece no debate, que os microfones não alcançam, o paciente que acorda cedo, pega fila, espera, ouve que não tem vaga, vai embora com a mesma dor com que chegou.

Você que chegou até aqui precisa fazer a pergunta certa, não "quem tem razão nessa briga?", mas: por que essa briga está acontecendo agora, se esse problema é antigo?A resposta não está na saúde. Está no calendário.

A eleição que acontece em outubro está muito próxima. O interior do Rio Grande do Norte é eleitoralmente decisivo. Mossoró é a segunda maior cidade do estado. A saúde pública é o tema que mais mobiliza o eleitor de baixa renda, justamente aquele que mais usa o SUS e menos tem alternativa privada.

Nenhum dos dois lados está errado em tudo. Nenhum dos dois está completamente certo. Os dois têm interesse em que você escolha um lado, e esqueça de cobrar os dois.

Enquanto você toma partido, a fila do Tarcísio não diminui. A UPA não ganha mais médico. O interior não ganha especialista. O remédio não aparece na prateleira.

A saúde pública do Rio Grande do Norte, do estado como um todo, municípios incluídos, anda mal. Isso não é novidade, não é culpa de um partido só e não vai melhorar porque um secretário chamou o outro de incompetente na guerra de narrativas e espera que o algoritmo escancare isso para todos.

Vai melhorar quando você eleitor parar de aplaudir a narrativa e começar a cobrar o resultado. Sua saúde é sua. Sua fila é sua. Sua dor é sua.

A narrativa é deles. Cada um deles, defendem os seus (deles). Todos estão literalmente pinotando, para não perder aquilo que você sabe, mas não quer acreditar. Enquanto eles jogam (estão pinotando) para não perder o que você sabe, mas tem medo de admitir, você segue na fila esperando o básico que não chega. Quem deve acordar para essa realidade: eles ou você?



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Mossoró

DE REPENTE, TODO POLÍTICO CONHECE O PINGO DA MEI DIA

Por em 7 de junho de 2026 às 11:02:15
"Pingo da Mei Dia" abriu oficialmente o MCJ 2025. Foto: Francinildo Silva

O Pingo da Mei Dia é um dos eventos mais expressivos do Rio Grande do Norte. Não é de hoje. Cresce a cada edição, consolida público, movimenta Mossoró e reafirma sua identidade ano após ano.

Mas 2026 trouxe uma novidade que ninguém pediu.

Diferente do que a organização tem tentado comunicar, esta edição não superou a de 2025 em público nem em estrutura. Quem acompanha sabe. O esforço narrativo existe, é compreensível, mas não resiste à comparação com quem esteve nas duas edições.

O que 2026 teve de maior, de fato, foi uma só coisa: político.

Ano eleitoral tem dessas. O Pingo virou palanque informal, ponto de aparição e, sejamos diretos, garimpo de voto. Vieram candidatos que nunca tinham pisado no evento. Vieram outros que mal conheciam o caminho de Mossoró. E vieram alguns que, de tanto tempo sem aparecer por aqui, pronunciam até errado o nome daquilo que foram "prestigiar".

Não vieram pelo evento. Não vieram pela cultura. Vieram pingar para ver se pinga voto em outubro.

O Pingo da Mei Dia merece mais do que isso. E o eleitor também.



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Sem categoria

Serra do Mel vence Ipanguaçu nos pênaltis e garante vaga na final da I Copa do Vale

Por em 4 de junho de 2026 às 08:47:20

A Seleção Sub-20 de Serra do Mel conquistou uma vaga na grande final da I Copa do Vale. Após um confronto equilibrado que terminou em empate por 0 a 0 no tempo regulamentar contra a equipe de Ipanguaçu, a classificação veio em uma disputa emocionante por pênaltis, onde os atletas de Serra do Mel mantiveram o controle e garantiram a vitória.

Com o resultado, a equipe agora foca totalmente na preparação para a grande final da competição, agendada para o próximo dia 13 de junho. A partida decisiva será realizada na cidade de Assu, que é a sede oficial do torneio.

O desempenho dos jogadores e da comissão técnica foi muito elogiado pelo empenho em representar o município no campeonato. 

A campanha de Serra do Mel na competição conta com o suporte estrutural da Prefeitura Municipal, por meio da Secretaria de Esporte e Lazer, mantendo as ações de incentivo e valorização do esporte local.



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Política

CÂMARA DOS DEPUTADOS APROVA PROJETO QUE FLEXIBILIZA PUNIÇÕES A PARTIDOS

Por em 1 de junho de 2026 às 08:47:13
Hugo Motta no plenário da Câmara

A Câmara dos Deputados aprovou em 19 de maio um projeto que flexibiliza regras aplicadas aos partidos políticos e pode reduzir o alcance de punições impostas pela Justiça Eleitoral.

A proposta recebeu 367 votos favoráveis e 86 contrários. O texto estabelece teto de R$ 30 mil para multas eleitorais, amplia o prazo para pagamento das sanções e reduz os prazos de prescrição de processos administrativos. 

Segundo informações divulgadas pela Folha de S.Paulo, algumas das mudanças podem afetar a capacidade de fiscalização da Justiça Eleitoral e suscitar questionamentos sobre a constitucionalidade da proposta. O texto também determina a aplicação imediata das novas regras, inclusive em processos em andamento e em casos já encerrados.

A proposta foi aprovada menos de 3 horas depois da leitura do parecer em plenário e segue para análise do Senado. Entre as medidas estão a proibição do bloqueio de recursos dos fundos partidário e eleitoral no semestre das eleições, novas regras para fusão de legendas e a autorização para o uso de canais oficiais de mensagens para contato com eleitores.

Um dos pontos que geram debate é a redução dos prazos para análise de contas e aplicação de sanções. O projeto determina que o exame das prestações de contas tenha prazo máximo de 3 anos.

Depois desse período, os processos serão extintos. Também estabelece a aprovação automática das contas caso a Justiça Eleitoral não identifique irregularidades em até 1 ano depois do protocolo.



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Política

ALLYSON BEZERRA E O TETO QUE NĀO CEDE

Por em 31 de maio de 2026 às 11:04:56

As pesquisas para o governo do Rio Grande do Norte têm mostrado um padrão que merece atenção analítica: Allyson Bezerra lidera com consistência em vários cenários, mas oscila entre 35% e 38% há meses, independentemente do instituto ou da metodologia. O número não despenca, é verdade. Mas também não sobe.

Esse comportamento tem nome carimbado na ciência política: teto eleitoral. E ele funciona, ao mesmo tempo, como um sinal de força e um forte sinal de alerta.

A força está na consistência. Allyson chega a bater quase 38% num campo competitivo, o que, em votos válidos, representaria uma vantagem expressiva. Por outro lado, essa mesma constância revela um limite claro: o eleitor que ainda não foi para o seu lado parece resistente à conversão.

O dado mais revelador de todo esse cenário não é o percentual em si, mas o que aconteceu depois que ele lançou a estratégia das "167 Razões" e passou a percorrer o estado sistematicamente. O plano vem sendo executado com disciplina e visibilidade total. O ponteiro, contudo, não se moveu de forma significativa nas pesquisas seguintes.

Isso gera, de forma legítima, por qualquer analista as seguintes perguntas: o eleitorado fora da bolha de Allyson já o conhece e, mesmo assim, optou por não caminhar com ele? Ou ele ainda não conseguiu atingir uma penetração territorial suficiente?

Se a resposta for a primeira, o problema é de rejeição velada. Aquele eleitor que não diz "não" diretamente, mas se esquiva como indeciso e, na urna, escolhe outro caminho. Se for a segunda, é apenas uma questão de tempo e de ampliar o alcance da mensagem.

O que as pesquisas sugerem nas entrelinhas é que a campanha pode estar convertendo muito bem quem já estava propenso a votar nele, mas sem conseguir avançar sobre o eleitorado genuinamente indeciso, que representa uma fatia gigante do eleitorado potiguar dependendo do instituto.

Esse contingente é o verdadeiro campo de batalha de 2026. E, por enquanto, nenhum candidato demonstrou capacidade de capturá-lo de forma consistente. O teto de Allyson é um fato dado. 

O que ele significa para outubro depende exclusivamente do que os próximos meses revelarem sobre o comportamento desse eleitor que ainda não se decidiu.



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Política

BIBIANO PRESTIGIA A EXPOESTE EM CARAÚBAS

Por em 31 de maio de 2026 às 08:27:10

Na noite deste sábado, 30 de maio, o ex-prefeito de Serra do Mel, Josivan Bibiano, participou do encerramento da 8ª Exposição Agropecuária de Caraúbas, a Expoeste 2026. A presença teve um significado especial, sendo mais um reencontro com as origens.

"Esse chão é minha história de vida. Ver o que essa cidade construiu e se desenvolveu me enche de orgulho, porque eu conheço essa terra desde sempre. E a Expoeste é um dos símbolos bonitos desse crescimento", afirmou.

Segundo Bibiano, em apenas oito anos, Caraúbas ergueu a maior exposição agropecuária do interior do Rio Grande do Norte, sendo que em sua oitava edição reuniu números expressivos em prêmios, aproximadamente 2 mil animais em exposição, criadores de vários estados do Brasil e todas as baias comercializadas antes mesmo da abertura do evento. "Esses números traduzem algo maior do que estatística. O interior é forte e precisa crescer cada vez mais”, disse Bibiano.

Nascido na cidade e com trajetória construída em Serra do Mel, Bibiano tem no campo a base da sua visão política. "Saí de Caraúbas, fui para Serra do Mel, e o que aprendi nesses dois lugares tem um significado importante: quem sustenta o Rio Grande do Norte acorda cedo e depende do que a terra dá. Eu não aprendi isso em gabinete. Aprendi convivendo com o povo", destacou.

O impacto da Expoeste vai além do parque de exposições. Durante o evento, hotéis, pousadas, restaurantes e o comércio local registraram movimento intenso, fortalecendo a geração de renda em toda a região Oeste. "É assim que uma feira vira motor de desenvolvimento. É assim que o campo move uma região inteira. E é isso que o Oeste sempre mereceu", afirmou Bibiano.

Ao falar sobre o futuro do interior potiguar, Bibiano foi taxativo: "O interior precisa de quem briga por crédito rural, por assistência técnica, por estrada boa para escoar produção, por feiras que coloquem o nosso gado no mesmo nível do melhor do país. Eu sei o que precisa ser feito porque nasci aqui, vivi em Serra do Mel, e carrego o interior dentro de mim”.

E concluiu com a frase que resume sua visão: "o mais importante é não deixar parar. Não deixar parar o crescimento do campo. Não deixar parar o investimento no interior. Não deixar parar a valorização de quem acorda todo dia e faz esse Rio Grande do Norte produzir. Caraúbas me ensinou isso. E eu nunca esqueci”.



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Política

A ENGRENAGEM OCULTA QUE FABRICA NÚMEROS EM ANO DE ELEIÇÃO

Por em 30 de maio de 2026 às 11:00:16

É preciso separar o joio do trigo: os institutos de pesquisa sérios e tradicionais são fundamentais para a democracia, pois realizam um trabalho científico e técnico indispensável para entender as reais tendências da sociedade. 

O grande problema é que, no rastro desses profissionais de respeito, o período eleitoral também abre espaço para uma verdadeira esculhambação por parte de empresas de fachada.

O que deveria ser um mapeamento sério da realidade acaba se transformando, nas mãos desses aventureiros, em uma ferramenta escancarada de indução, usada apenas para moldar a cabeça do eleitor e criar falsas realidades de acordo com o interesse de quem paga a conta.

O jogo de bastidores desse mercado viciado é desenhado para manipular. O modus operandi é quase sempre o mesmo: os institutos vão primeiro a campo, colhem os dados de forma informal e analisam o cenário. Se o resultado for favorável ao candidato que contratou o serviço, eles correm e pedem o registro oficial para divulgar os números com pompa de dados científicos. 

Agora, se o resultado der errado e o cliente estiver lá atrás, a pesquisa morre na gaveta e o eleitor nunca nem sabe que ela existiu. É uma triagem viciada que só mostra o que interessa ao poder financeiro.

Para piorar o cenário de desconfiança, a própria legislação eleitoral é cheia de frestas que protegem essa falta de transparência. Hoje, a lei sequer exige que o resultado final e o levantamento detalhadamente tabulado sejam anexados junto ao número do registro da pesquisa no sistema do Tribunal Superior Eleitoral. 

O TSE regula o processo na teoria, mas, na prática, o cidadão que entra no site não encontra os dados finais compilados para checar a veracidade das informações. Essa ausência de obrigação legal transforma o portal de controle em um depósito de intenções, e não de realidades comprovadas.

A fraude e o direcionamento também acontecem de forma cirúrgica na escolha dos locais de entrevista, uma sutilidade metodológica que é quase impossível de ser rastreada ou contestada juridicamente. 

É muito simples enviar pesquisadores para bairros ou ruas específicas onde já se sabe, previamente, que determinado grupo político tem ampla vantagem. Quando esses dados enviesados são jogados na internet e na imprensa, o estrago na mente do eleitor já está consolidado.

Enquanto a Justiça Eleitoral não contar com equipes técnicas de estatísticos para auditar criteriosamente as amostras antes da divulgação, e enquanto a lei não exigir a publicação obrigatória dos resultados tabulados no próprio sistema de registro, o mercado de pesquisas continuará operando como um balcão de negócios, onde o voto do cidadão é o alvo de uma grande engrenagem de indução.



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Serra do Mel

Integrando a IGR Costa Branca, Serra do Mel segue no Mapa do Turismo Brasileiro

Por em 27 de maio de 2026 às 10:07:36

Tem cidade que ainda tenta descobrir sua identidade turística. E tem cidade que começa a ser reconhecida justamente porque decidiu valorizar aquilo que tem de mais verdadeiro. Serra do Mel segue nesse caminho.

O município foi novamente mantido no Mapa do Turismo Brasileiro, conforme publicação realizada pelo Ministério do Turismo, reconhecimento que reforça a importância da cidade dentro do planejamento turístico nacional.

Integrando a Instância de Governança Regional (IGR) Costa Branca, Serra do Mel consolida seu espaço como município estratégico para o fortalecimento do turismo regionalizado, garantindo acesso a políticas públicas, programas, investimentos, capacitações e ações de promoção turística.

Mas talvez o mais importante dessa permanência seja o que ela simboliza. Porque turismo não é apenas destino. É identidade.

E Serra do Mel tem uma identidade que poucos lugares conseguem copiar, que são  suas vilas, sua cultura, sua história construída pela força do povo e um jeito único de transformar simplicidade em pertencimento.

A permanência no Mapa do Turismo demonstra o compromisso do município com o desenvolvimento do turismo local, além de fortalecer o planejamento das ações voltadas ao setor.

E no fim das contas, cidades que aprendem a valorizar sua própria essência acabam conquistando algo maior, a relevância.



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Política

BIBIANO JÁ É O PRIMEIRO DO MDB, APONTA PESQUISA DATA CENSUS

Por em 27 de maio de 2026 às 06:09:44

Tem político que passa anos ocupando espaço. E tem político que começa a ocupar sentimento. Esse é o caso do ex-prefeito de Serra do Mel, Bibiano.

A pesquisa Data Census/Mega Portal RN, registrada no TSE sob o número RN-05857/2026, colocou o pré-candidato a deputado estadual entre os 14 nomes mais citados do Rio Grande do Norte, e como o primeiro colocado dentro do MDB.

Com 0,50% das intenções de voto em um cenário estadual com dezenas de nomes tradicionais, Bibiano começa a transformar presença regional em competitividade estadual. E talvez o dado mais importante da pesquisa não seja o número. Seja a origem dele.

Bibiano não surge da capital política do estado. Surge de Serra do Mel. Uma cidade do interior que aprendeu, há muito tempo, a transformar dificuldade em força.

Mais do que aparecer bem posicionado, Bibiano consolida um movimento que já chama atenção nos bastidores da política potiguar: uma pré-candidatura construída longe dos grandes centros, mas perto das pessoas.

Em um cenário onde muitos nomes já são conhecidos há décadas, Bibiano começa a ocupar um espaço diferente, o da novidade com identidade. E na política, quando um nome do interior começa a romper a bolha, isso não acontece por acaso.

A pesquisa foi realizada entre os dias 20 e 23 de maio de 2026, ouvindo 2.000 eleitores em 71 cidades potiguares, distribuídas nas 19 microrregiões do estado. O levantamento tem margem de erro de 2,1% e nível de confiança de 95%.

As mudanças foram mínimas: corrigi a frase final, eliminei uma repetição (“começa a consolidar um movimento” virou construção mais direta), e troquei “possui” por “tem” no último parágrafo. O tom e a estrutura são seus.



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Política

OS INDECISOS INVISÍVEIS

Por em 24 de maio de 2026 às 12:24:35

Como dez pesquisas divulgadas entre janeiro e maio de 2026, no Rio Grande do Norte, para a eleição que escolherá o próximo governador, em outubro de 2026, apresentam números que somam até 52% de eleitores sem candidato definido, enquanto os títulos das matérias falam apenas em liderança e disputa acirrada.

Faltam pouco mais de quatro meses para as urnas abrirem no Rio Grande do Norte, e os dez levantamentos divulgados em 2026 carregam um dado que quase não aparece nas manchetes. Em média, um em cada quatro eleitores ainda não sabe em quem vai votar para governador

Em algumas pesquisas, essa cifra passou de metade do eleitorado.

O debate público sobre a corrida ao Palácio de Despachos tem girado em torno de quem lidera, de qual instituto acerta mais, de qual candidato cresce ou cai entre uma rodada e outra. 

O que raramente se questiona é a consistência metodológica dos próprios números, e, mais grave, o que acontece com os eleitores que não escolheram nenhum dos nomes apresentados. 

Eles são muitos. E tendem a ser tratados como ruído estatístico, quando, na verdade, podem ser o fator decisivo da eleição.

Esta análise, que segue abaixo, reúne todas as pesquisas para governador do RN divulgadas de janeiro a maio de 2026, examina os números com olhar crítico e aponta erros, acertos e inconsistências que o noticiário convencional não costuma destacar.



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Sem categoria

DEZ PESQUISAS, DEZ RETRATOS DIFERENTES E UM DADO EM COMUM

Por em 24 de maio de 2026 às 12:21:10

O primeiro levantamento de 2026 foi o do Instituto Affare em parceria com o Interjato, divulgado em 23 de janeiro. O mais recente é também do Affare, publicado em 22 de maio, contratado pelo jornal NOVO. 

Entre um e outro, oito outros institutos produziram fotografias do eleitorado potiguar. Nenhuma delas coincide plenamente com as demais.



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Política

O TRUQUE DOS “VOTOS VÁLIDOS”: COMO SE CONSTROEM LÍDERES ONDE NÃO HÁ MAIORIA

Por em 24 de maio de 2026 às 12:15:46
Eleições 2016: Descomplicamos o “quociente eleitoral” para você votar consciente

Existe uma prática metodológica legítima no campo das pesquisas eleitorais, mas que, quando mal comunicada à opinião pública, funciona como um distorsor de realidade. A  apresentação dos resultados em votos válidos, isto é, excluindo indecisos, brancos e nulos do denominador do cálculo.

O efeito prático é dramático. Na pesquisa do Instituto Veritá publicada em 9 de maio, Álvaro Dias aparecia com 36,9% dos votos válidos

Parece uma liderança confortável. O mesmo número, incluindo todos os entrevistados, cai para 29,9%. Ou seja, menos de um terço do eleitorado real. Os 19,1% de indecisos simplesmente desaparecem da manchete.

DISTORÇÃO DE LEITURA

Quando um instituto apresenta "36,9% dos votos válidos" sem esclarecer que 19% do eleitorado não está computado nesse número, ele cria uma percepção de solidez eleitoral que os dados totais não sustentam. A convenção é legal, mas a falta de contextualização é eticamente problemática.

E o que é mais grave é que as pesquisas telefônicas automatizadas, metodologia adotada pelo Instituto Affare, consistentemente registram os menores percentuais de indecisos de todo o período. 

Na pesquisa de 22 de maio, apenas 12,5% do total ficou sem candidato definido. Nas demais rodadas do mesmo período, outros institutos apontavam entre 19% e 31,7%. Essa divergência não é marginal — é estrutural.

A pesquisa por telefone automatizado tende a subnotificar a indecisão por um motivo simples: o entrevistado, ao ouvir um robô e ser pressionado a escolher um número no teclado, tende a indicar qualquer nome para concluir a chamada. 

O custo cognitivo de dizer "não sei" é maior nesse formato do que em entrevistas presenciais ou com entrevistador humano.

A pesquisa não é um espelho. É uma fotografia tirada com câmeras diferentes, em ângulos diferentes, em dias diferentes. Quando seis fotógrafos mostram imagens radicalmente distintas do mesmo rosto, o problema não está no rosto.



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Política

O QUE OS NÚMEROS REVELAM QUANDO LIDOS EM CONJUNTO

Por em 24 de maio de 2026 às 12:09:07
A importância da pesquisa qualitativa

Inversão de liderança de 18,6 pontos em uma semana
Na última semana de março, dois institutos divulgaram pesquisas com apenas três dias de diferença. O Data Ranking/Fonte83 (29/mar) colocou Allyson na frente com 39,2%. A Media Inteligência (29/mar) colocou Álvaro Dias liderando com 30,8%. 

A diferença entre os primeiros colocados dos dois levantamentos, feitos no mesmo período e com o mesmo eleitorado, supera 18 pontos percentuais. Isso não cabe em margem de erro. Indica problemas metodológicos graves em pelo menos um dos institutos, possivelmente nos dois.

Metadata de abril e Metadata de maio: o mesmo instituto, resultados opostos
Em 1º de abril, o Metadata/Grupo Dial colocou Álvaro Dias na liderança com 37,2% e Allyson com 28,8%, diferença de 8,4 pontos. Em pesquisa de campo realizada de 7 a 9 de maio pelo mesmo instituto, a posição inverteu: Allyson passou à frente com 35,5% e Álvaro recuou para 22,9%. 

Uma oscilação de quase 15 pontos no candidato que liderava em menos de 40 dias, num eleitorado de 2,6 milhões de pessoas, sem nenhum evento político estruturante que justifique tamanha mudança, é, no mínimo, um sinal de alerta metodológico.

A pesquisa de janeiro usava um candidato que já não está na corrida
O Affare/Interjato de 23 de janeiro foi realizado de 8 a 12 de janeiro, portanto antes da oficialização das candidaturas. Rogério Marinho, que liderava o cenário 1 com 26,8%, retirou sua pré-candidatura ao governo para coordenar a campanha presidencial do PL. 

O levantamento foi divulgado como se refletisse o cenário atual, sem qualquer contextualização sobre a instabilidade do quadro candidatário àquele momento. A manchete circulou como se Marinho fosse um competidor real.

Metodologias radicalmente distintas, resultados apresentados como equivalentes
Entre as dez pesquisas, há entrevistas presenciais em 55 municípios (TN/Consult), chamadas telefônicas automatizadas (Affare), entrevistas por telefone com operador humano e variações de tamanho amostral de 1.000 a 2.000 pessoas. 

Nenhum veículo de comunicação contextualiza essas diferenças ao divulgar os números. O eleitor lê "pesquisa diz que X lidera" como se todas as pesquisas fossem equivalentes entre si.

Cadu Xavier: de 4,2% a 28,3% no mesmo período — candidato ou artefato metodológico?
Em janeiro (Affare/Interjato), Cadu Xavier aparecia com 4,2%. Em maio (Veritá), chegou a 28,3% dos votos válidos — próximo do segundo colocado. A trajetória de crescimento do candidato petista é real e documentada, mas a amplitude da variação entre institutos sugere que parte desse número é sensível ao tipo de pergunta feita, à ordem dos nomes no cartão apresentado ao entrevistado, e ao perfil da amostra. Nenhuma pesquisa esclarece como os nomes foram ordenados.

Contratantes com interesse declarado nos resultados?
Das dez pesquisas analisadas, pelo menos duas foram contratadas por veículos ou grupos com vinculação política declarada: a pesquisa Affare de maio foi encomendada pelo jornal NOVO, publicação de oposição ao governo estadual. 

A TN/Consult foi contratada pela Tribuna do Norte. A legalidade não está em questão, a Lei das Eleições exige o registro do contratante. Mas a ausência de debate público sobre quem paga e por que é uma lacuna de transparência que a cobertura jornalística convencional raramente preenche.

O acerto metodológico da Veritá de abril: apresentar os dois números
A pesquisa Veritá de 8 de abril merece registro positivo por apresentar dois recortes distintos. O cenário de votos válidos e o cenário geral com indecisos incluídos. Essa dupla apresentação é a prática correta e permite ao leitor entender a real dimensão da indefinição do eleitorado. 

É a exceção numa série de pesquisas que, em sua maioria, enterram os indecisos numa linha de rodapé.



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Política

O ELEITOR QUE SOME DAS MANCHETES E PODE DECIDIR A ELEIÇÃO

Por em 24 de maio de 2026 às 12:00:29
Votação na urna eletrônica

A lógica que prevalece na cobertura eleitoral brasileira é a da corrida. Quem está na frente, quem cresce, quem perde terreno. Essa narrativa tem apelo jornalístico inquestionável. 

O problema é que ela trata os indecisos como uma variável residual, quando, em disputas com três candidatos competitivos e eleitorado fragmentado, eles são frequentemente a variável determinante.

Some as três grandes cifras desta série de pesquisas. A média de indecisos, brancos e nulos nas pesquisas estimuladas de 2026, excluindo janeiro (quando o quadro candidatário estava em formação), fica em torno de 25%

Com mais de 2.618.377 eleitores aptos no Rio Grande do Norte, isso representa, em termos absolutos, mais de 650 mil pessoas ainda sem candidato definido a menos de seis meses do pleito.

DADO CRÍTICO PARA A CAMPANHA

Em 2022, a diferença entre o primeiro e o segundo colocados na eleição para governador do RN no primeiro turno foi de pouco mais de 300 mil votos. O contingente de indecisos documentado nas pesquisas de 2026 é mais do dobro dessa margem. Quem ganhar a guerra dos indecisos, ganha o governo.

É nesse contexto que a apresentação prevalente dos números se torna problemática. Quando um veículo publica "Álvaro Dias lidera com 36,9%", sem informar que esse percentual exclui quase 1 em cada 5 eleitores, ele está, mesmo que involuntariamente, construindo uma percepção de consolidação que os dados totais não sustentam. 

E percepção de força eleitoral tem efeito prático sobre o comportamento do eleitor: quem acredita que um candidato já ganhou tende a aderir à narrativa do vencedor, o chamado bandwagon effect, (efeito manada) ou a votar no adversário para impedi-lo, o chamado voto de veto.

Em ambos os casos, a informação distorcida interfere na decisão de voto. Não é necessário postular má-fé para reconhecer o problema. Basta somente observar que o mercado de pesquisas eleitorais no Brasil não possui, até hoje, um padrão obrigatório de apresentação dos indecisos em posição de destaque equivalente à dos candidatos. A regulação do TSE exige o registro e a metodologia. Não exige clareza narrativa.

O jornalismo político, por sua vez, tende a reproduzir os números na lógica da disputa com tabela de classificação, liderança, queda. Quem está em primeiro, quem perdeu posição. O eleitor indeciso não tem coluna nessa tabela.

Numa disputa entre três candidatos com diferenças menores que a própria margem de erro, a manchete "X lidera" é tecnicamente defensável e editorialmente enganosa. O dado mais honesto seria: "Um em cada quatro eleitores ainda não decidiu."



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Política

AS PERGUNTAS QUE FICAM DE FORA DO QUESTIONÁRIO

Por em 24 de maio de 2026 às 11:49:45

Uma pesquisa eleitoral mede o que pergunta. E o que não pergunta, não mede. Nas dez rodadas analisadas, nenhuma delas informa, publicamente ao menos, os seguintes dados abaixo.

Por que o eleitor está indeciso? Há uma diferença enorme entre o eleitor que não conhece os candidatos, o que os conhece e rejeita todos, e o que oscila entre dois deles. Essas três categorias de indecisão têm implicações radicalmente distintas para as campanhas, mas aparecem todas comprimidas num único percentual de "não sabem ou não responderam".

Qual é o perfil geográfico dos indecisos? O Rio Grande do Norte é um estado com profundas assimetrias regionais. Um indeciso em Mossoró tem um significado eleitoral diferente de um indeciso em Caicó, em Areia Branca ou em Pau dos Ferros. Nenhuma pesquisa cruza os indecisos com os colégios eleitorais-chave do interior.

Qual é o segundo nome dos indecisos? Entre os eleitores que ainda não definiram o voto, há uma parcela que tem um segundo nome em mente. Esse dado, quando capturado, é um dos melhores “profetas" de como a indecisão se resolve. Novamente: nenhuma pesquisa da série o apresenta publicamente.

Essas ausências não são técnicas. São escolhas. E escolhas sobre o que medir são, sempre, escolhas sobre o que importa.


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